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PUCRS adota tecnologia para evitar falhas e atuar de forma proativa no ensino remoto

Por: Redação, ⌚ 25/06/2021 às 16h16 - Atualizado em 25/06/2021 às 16h16

14 mil alunos e 4.5 mil professores e profissionais administrativos têm acesso local e remoto suportado por plataforma que usa 7,5 mil sensores para controlar o comportamento de equipamentos, bancos de dados e data center


Desde março do ano passado, os 14 mil alunos da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) passaram a depender de aulas online. A mesma realidade se impôs aos 4,5 mil professores e profissionais administrativos da PUCRS. Além de unidades de ensino, o Campus conta com centros médicos reconhecidos nacionalmente, como o Hospital São Lucas e o Instituto do Cérebro (InsCer).


Nos últimos meses, os usuários vivenciam um contexto híbrido, em que a atividade é realizada em parte de forma remota, em parte nos ambientes físicos da PUCRS. Essa configuração aumentou ainda mais a demanda por serviços de monitoração do ambiente digital desta universidade, responsável por atender acessos locais e remotos. Por trás de aulas, laboratórios, serviços de saúde e atividades administrativas pulsa 24×7 um ambiente digital que conta com 350 servidores e centenas de aplicações.


Empenhada em garantir a disponibilidade dos serviços digitais desse universo, a equipe de infraestrutura de tecnologia da PUCRS trabalhou, a princípio, com uma plataforma de monitoração que exigia o desenvolvimento interno de sensores para medir o comportamento de componentes de rede, equipamentos e sistemas. Isso atrasava o cronograma, diminuindo a agilidade necessária para suportar os processos da PUCRS. Esse desafio foi vencido com a adoção do PRTG Network Monitor, da Paessler, com suporte da integradora Eleven. Hoje, a universidade conta com disponibilidade da rede, dispositivos e aplicações próxima a 100%.


Além dos 350 servidores, a área de infraestrutura da PUCRS é responsável por mais de 900 pontos de acesso, 350 switches, 20 bancos de dados e dois datacenters. A plataforma da Paessler monitora, por exemplo, volume de CO2, temperatura, umidade, ar-condicionado e fechamento de portas dos datacenters. A flexibilidade do PRTG permite que a plataforma monitore até mesmo as catracas de entrada e saída de estudantes do campus, além de aplicações de ensino remoto.


Gestão proativa de recursos digitais


O PRTG implantado no campus monitora 7,5 mil sensores, analisa o uso dos endereços IP e prevê a necessidade de ampliação ou remanejamento de equipamentos, permitindo que a área de infraestrutura atue de forma proativa. No caso da gestão dos endereços IP, o PRTG tem uma função crítica. “O planejamento e uso efetivo de endereços IP em cada área garante o funcionamento da rede que dá acesso a alunos, professores e funcionários”, destaca Gelson do Amaral, coordenador de segurança e infraestrutura da PUCRS. Este sensor PRTG, em especial, foi desenvolvido pela Eleven para a universidade.


Dentro da PUCRS milhares de sensores atuam em várias frentes, produzindo uma visão em tempo real do status de diversos recursos. O PRTG monitora, por exemplo, o uso de espaço em disco, algo vital para que o processamento no campus flua sem sobressaltos. “O PRTG permite que a área de infraestrutura antecipe a necessidade do espaço de armazenamento segundo a média de consumo, o que facilita planejar novas aquisições”, afirma Catiuscia Boeira, analista de infraestrutura da PUCRS.


Visibilidade da rede


O sistema acompanha o histórico do consumo que os usuários fazem dos equipamentos e, com esses dados, é possível prever o crescimento do parque, com tempo para alocar investimentos e alterar serviços, sem parada na operação. “O principal objetivo é manter tudo rodando o maior tempo possível, evitando que alunos e professores enfrentem falhas e tenham de pedir suporte”, aponta Amaral.


Durante a pandemia do coronavírus, que exigiu a oferta de aulas a distância, a demanda dos usuários não aumentou. Ainda assim, a preocupação de manter tudo no ar sem falhas é constante. “Existe uma cadeia de configurações dependentes entre si que são monitoradas de perto pelo PRTG, evitando o comprometimento da rede”, explica Catiuscia.


O PRTG, da Paessler, é um console de gerenciamento que centraliza as informações sobre todo o ambiente digital da PUCRS. “A plataforma conta com um mecanismo que aciona notificações quando parâmetros definidos pela área de infraestrutura são ultrapassados, enviando e-mail, SMS ou aviso no aplicativo do gestor ou, então, abrindo chamada automática no service desk se for necessário”, explica Rodrigo Corte, diretor da Eleven.


A equipe da Eleven desenvolveu relatórios sobre a disponibilidade da rede que permite aos gestores acompanharem a performance dos equipamentos por determinados períodos – esses relatórios trazem uma visão gerencial totalmente alinhada com as metas da PUCRS.


Sensor sob medida para a PUCRS otimiza despesas com linhas telefônicas


“Além de nos suportar na implantação e uso do PRTG em nosso ambiente, a Eleven desenvolveu para nós dashboards e os ícones que representam os diversos sensores espalhados pelo campus – isso facilita a operação do service desk”, diz Amaral. Segundo o coordenador de segurança e infraestrutura da PU-RS, a Eleven criou, ainda, sensores para o monitoramento dos canais de voz do PABX IP. “Esse sensor mapeia o uso real de linhas telefônicas dentro do campus, colaborando para a otimização desse serviço e redução de custos”.


A visualização da rede e dos sensores por meio de dashboards permite redirecionar equipamentos e recursos de uma área de baixo consumo para suprir outra. “Os alunos, professores e funcionários querem que tudo funcione sem se preocupar com a infraestrutura por trás, por isso é fundamental prever e acompanhar o consumo de recursos para que nada falte na ponta”, destaca Amaral.


Para se chegar a resultados como estes, a PUCRS realizou PoCs com diversas plataformas de mercado e optou pelo PRTG por exigir menos desenvolvimento interno, entregando recursos de monitoramento adequados às necessidades da universidade. “A ferramenta da Paessler superou outros sistemas de monitoramento por ser mais completa, de fácil gerenciamento e custo acessível”, afirma Catiuscia.


O uso da ferramenta foi evoluindo, começando com o monitoramento básico e gradativamente alcançando todo o parque. Outra vantagem do PRTG, segundo Amaral, é que a área de infraestrutura da PUCRS consegue monitorar todos os equipamentos sem ajuda de terceiros. “A ferramenta permitiu uma melhor gestão de toda a infraestrutura, acompanhando a disponibilidade da rede para que nossos usuários acessem os recursos digitais que precisam de forma contínua e transparente”, conclui Amaral.

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