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Por que o gerenciamento do ciclo de vida de software é estratégico para os negócios?

Por: Redação, ⌚ 27/07/2021 às 10h00 - Atualizado em 28/07/2021 às 12h26

Autora ressalta a necessidade de ter um envolvimento proativo com o ciclo de vida de software (SLM) nas empresas e reforça os principais benefícios, bem como o impacto da pandemia na operação da solução nas instituições


Por Gabriela Camano


De acordo com um estudo publicado pela Associação Brasileira das Empresas de Software, ABES, em parceria com o IDC, em 2019, o mercado brasileiro de software cresceu 10,5%, com uma movimentação de R$ 161,7 bilhões (US$ 44,3 bilhões), se considerados os segmentos de software, serviços, hardware e as exportações do segmento. 


Com o mercado aquecido, as organizações perceberam que ter um envolvimento proativo com o ciclo de vida de software (SLM) é extremamente necessário para fornecer informações que permitem que as empresas promovam mudanças, economizem e mantenham sua propriedade de software protegidas.


Mas, o que é SAM e SLM? 


SAM, nada mais é do que a gestão do ativo de softwares, que visa proteger a propriedade intelectual e o capital financeiro das companhias. Hoje em dia, as empresas precisam estar preparadas para realizarem as análises de suas licenças e contratos aceitos pela empresa, pelos fabricantes, para não sofrerem eventuais multas. Com a evolução da área de TI, SAM deixou de visar apenas auditoria, buscando entender o todo das suas licenças, a gestão de ativos e a governança corporativa com processos muito bem definidos.


Já o gerenciamento do ciclo de vida de software (SLM), atua desde o inventário até as etapas de um licenciamento, desde o momento em que a empresa compra do seu fabricante. Trata-se de um trabalho profundo e muito estratégico. Com esse processo estruturado, a área de TI é capaz de gerenciar, qualificar e garantir esses investimentos na tecnologia, que além de estar em conformidade com o fabricante, consegue maximizar a redução de custos e otimizar os investimentos. Desta forma, as empresas deixam de investir ou comprar licenças que não deveriam, reduzindo custos e investindo em outros segmentos da empresa.


Um processo de compras descentralizado traz riscos e aumenta a quantidade de softwares necessários no processo. Além disso, existem licenças que são instaladas desnecessariamente. O ciclo de vida contempla desde a solicitação, fornecimento, gerenciamento, até a mudança dentro de um licenciamento. O mesmo ocorre na nuvem, uma vez que, às vezes, essas licenças também não são tão necessárias quando a empresa migra para a cloud. Desta forma, o ciclo de vida do software, o SLM, serve para que as pessoas tenham conhecimento e gestão corporativa daquilo que estão adquirindo e como estão instalando seus ativos.


Quanto maior o nível de maturidade de uma área de TI, maior o controle e o apoio nas tomadas de decisões da empresa, otimizando o negócio. Assim, irá existir o ganho financeiro que vai diretamente melhorar a vantagem competitiva e o desempenho da empresa, já que ela deixará de investir em licenças e passará a olhar a infraestrutura, o diferencial tecnológico e a transformação digital.


O impacto da pandemia na operação SLM das empresas


Antes, as empresas estavam muito mais preocupadas em estarem aderentes ao contrato do que realmente entenderem o que significava ter uma licença adequada para cada usuário. Hoje, as companhias passaram a buscar novas tecnologias para tornar processos mais eficientes e eficazes, reduzir custos, otimizar o investimento e todos os riscos relacionados à TI. Com esse novo cenário, as organizações conseguem dar mais atenção aos seus ativos de TI, entendendo a importância da adoção de processos para mensurar e controlar os seus ativos. Nesse contexto, a área de TI começou a influenciar e contribuir para a estratégia da empresa, garantindo assim maior competitividade no mercado.


A pandemia ajudou na aceleração no processo de empresas que estavam em fase de implementação e também de muitas empresas que não estavam nem prontas para que cada um dos seus colaboradores migrasse para o home office. Desta forma, essas companhias tiveram que realizar ajustes. Este é o momento para cada empresa fazer uma análise mais detalhada, olhar os contratos de aquisições, as compras, as licenças que foram baixadas, ou seja, olhar para o seu parque tecnológico. Por isso, é necessário olhar para o processo primeiro. Quando você otimiza o processo, você tem a visibilidade do todo.


*Gabriela Camano é diretora de gerenciamento de ciclo de vida de software da SoftwareONE. 

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