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Mercado de serviços de TI cresce 4,2% no primeiro semestre

Por: Redação, ⌚ 03/11/2020 às 16h23 - Atualizado em 03/11/2020 às 16h28

Reflexo da pandemia de covid-19 e do consequente aumento do trabalho remoto, mercado de serviços foi impulsionado por investimentos em cloud e segurança e ultrapassou R$ 41 bilhões


No primeiro semestre de 2020, o mercado nacional de serviços de TI cresceu 4,2% em relação ao mesmo período de 2019 e chegou a mais de R$ 41 bilhões, de acordo com o estudo IDC Brazil Semiannual Services Tracker 2020H1 realizado pela IDC.


Segundo a IDC, o primeiro semestre de IT Services no Brasil pode ser dividido em períodos com dinâmicas bem diferentes: “Nos dois primeiros meses, o que se observou foi um mercado acelerado e impulsionado por negociações iniciadas no final de 2019. O contraponto negativo ocorreu a partir de março, com a pandemia de covid-19. Se por um lado disciplinas ligadas ao fornecimento de hardware, mercado bastante dolarizado e dependente de insumos importados foram impactados, por outro houve aceleração nos resultados de serviços correlatos a cloud e segurança da informação, ambos figurando como maiores habilitadores do trabalho remoto diante do confinamento”, explica Luiz Monteiro, analista de pesquisa e consultoria em serviços de TI da IDC Brasil.


O resultado desse movimento foi um crescimento perto de zero no mercado de Hardware Deploy and Support, enquanto Appplication Management acelerou 5,9% no resultado anualizado.


Para o restante de 2020 e nos períodos seguintes, a tendência é que serviços na nuvem continuem em destaque. Segundo Monteiro, “temas ligados a cloud, principalmente no que toca o entendimento e utilização integrada e eficiente de ambientes cada vez mais distribuídos por data centers próprios ou não, clouds públicas ou privadas, devem permanecer na pauta das organizações”.


Apesar deste movimento, a IDC projeta crescimento modesto para 2020, com recuperação a partir do final de 2021. “Projetos e consultorias voltadas ao desenvolvimento focado no controle e previsibilidade de custos, assim como ferramental que permita o uso mais eficiente dos recursos disponíveis, próprios ou contratados ‘as a service’, devem ser cada vez mais ofertados pelos provedores e buscados pelas corporações”, completa o analista da IDC Brasil.

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