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IA na mira dos líderes de TI, porém falta tecnologias e governança

Por: Redação, ⌚ 19/05/2021 às 15h17 - Atualizado em 19/05/2021 às 15h19

Pesquisa mostra que medo, incertezas e dúvidas em torno da adoção da Inteligência Artificial estão dando lugar à empolgação, otimismo e comprovação de resultados às organizações


A Juniper Networks compartilha os resultados de sua pesquisa global que mostra que, embora os consumidores e empresas queiram usar Inteligência Artificial (IA) com maior proporção – e muitos executivos colocaram isso como uma das principais prioridades estratégicas para 2021 -, ainda existem desafios que têm impedido a adoção de forma efetiva.


A pesquisa global contou com 700 tomadores de decisão de TI, que tem envolvimento direto nos planos de IA e/ou machine learning de sua organização ou implementações reais para avaliação de atitudes, percepções e preocupações com a tecnologia.


No mundo corporativo, a IA está apenas começando a ser utilizada para automatizar tarefas diárias, como chatbots para atendimento ao cliente, reconciliações bancárias e fluxos inteligentes de trabalho para a gestão de tickets de problemas de TI.


De fato, de acordo com o levantamento, 95% de todos os entrevistados acreditam que sua organização se beneficiaria com a incorporação de IA em suas operações do dia a dia, em seus produtos e serviços. No entanto, apenas 6% dos líderes C-level (total de 163 pesquisados no estudo) reportaram a adoção de soluções baseadas em IA em sua organização hoje.


O levantamento da Juniper Networks mostra que essa lacuna está entre os três desafios abaixo, classificados pelos entrevistados como os principais inibidores para a adoção:


Tecnologias de prateleiras e prontas para IA: os entrevistados classificaram os modelos desenvolvidos para IA e os conjuntos de dados usados pelas empresas, como o principal desafio relacionado à tecnologia. Há uma necessidade de investimento robusto em soluções na nuvem e preparação de dados certos para uso da Inteligência Artificial, já que mais da metade dos executivos relataram que sua empresa provavelmente coletará dados de telemetria para aprimorar a IA com foco em melhorar a experiência do usuário, bem como garantir que os dados confidenciais estejam protegidos no processo.


Prontidão da força de trabalho: 73% das organizações dos entrevistados estão lutando para preparar e expandir sua força de trabalho, mirando na integração com sistemas de IA. Enquanto isso, os entrevistados C-level relataram que sentem ser mais prioridade contratar pessoas para desenvolver recursos de IA dentro de uma organização (Prioridade nº 1), do que treinar os usuários finais para que eles mesmos possam operar as ferramentas (Prioridade nº 3).


Governança da IA: 67% dos entrevistados identificaram que a Inteligência Artificial foi apontada como prioridade pelo time de liderança de sua organização para o plano estratégico (FY21), além disso 84% dos executivos concordam que o patrocínio e o envolvimento de executivos multidisciplinares é essencial para integrar a IA com seus produtos e serviços. No entanto, apenas 7% dos executivos reportaram que não identificaram um líder de Inteligência Artificial em toda a empresa, que supervisione a estratégia e governança de IA.


Embora a IA venha com conjuntos de desafios, nossa pesquisa mostra que as organizações que já adotaram e aproveitaram a tecnologia estão mostrando resultados reais e significativos, proporcionando otimismo e entusiasmo. O levantamento revelou que TI e Operações são as áreas de negócios mais comuns, onde as organizações estão utilizando IA atualmente, identificando mudanças positivas como eficiência operacional e o aprimoramento de experiências dos usuários.


A pesquisa também revela que, à medida que as organizações escalam os seus recursos de IA e integram os seus funcionários com as soluções, a satisfação do usuário aumenta constantemente e também permite que os funcionários dediquem mais tempo para se concentrarem em tarefas capazes de agregar valor e que não podiam realizar antes.


“Para a Inteligência Artificial, não há dúvidas de que há luz no final do túnel repleto de desafios e um potencial considerável para gerar resultados ainda mais significativos e incríveis, do que vimos até agora. Concentrando-se na qualificação da força de trabalho, investindo em infraestrutura robusta – incluindo dados, nuvem e recursos de rede -, e implementando governança de Inteligência Artificial por toda a empresa, as organizações estão se preparando para contar com a força de trabalho digital de amanhã”, destada Sharon Mandell, vice-presidente sênior e CIO da Juniper Networks.

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