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Gastos globais com TI crescerão 6,2% em 2021

Por: Redação, ⌚ 09/02/2021 às 18h00 - Atualizado em 12/02/2021 às 17h38

A aceleração da Transformação Digital reduziu o efeito negativo da COVID-19 sobre o setor


O Gartner anuncia pesquisa internacional que mostra que os gastos globais com TI deverão chegar a US$ 3,9 trilhões em 2021. A projeção representa um aumento de 6,2% em relação ao acumulado no ano passado, quando o setor registrou queda de 3,2% – uma vez que as organizações priorizaram seus investimentos em tecnologias e serviços considerados “críticos” durante os estágios iniciais da pandemia.


A evolução sem precedentes da Transformação Digital em 2020, com ações para suportar uma grande onda de trabalhadores e estudantes remotos, além de novas normas sociais de distanciamento físico, apresentou-se como uma faca de dois gumes – e o lado que vemos hoje atenuou os efeitos negativos de recessão econômica ocasionados pela emergência sanitária sobre os investimentos com TI no início deste ano.


“Em 2021, os executivos de TI  terão de focar em iniciativas que promovam o equilíbrio – economizando dinheiro e expandindo seus esforços em TI”, afirma John-David Lovelock, Vice-Presidente de Pesquisa do Gartner. “Com a economia mundial voltando a um estado mais previsível, as organizações tendem a voltar a investir em Tecnologia da Informação de maneira mais consistente com suas expectativas de crescimento, não apenas seguindo os seus níveis atuais de receita. Os negócios digitais, liderados por projetos de curto prazo, receberão mais atenção administrativa neste ano.”


Todos os segmentos de gastos com TI devem voltar a crescer em 2021. Espera-se que o mercado de Software Corporativo tenha a recuperação mais significativa (8,8%), à medida que os ambientes de trabalho remoto deverão ser expandidos e aprimorados. O segmento de Dispositivos terá o segundo maior aumento (8%), e deve chegar a um gasto de US$ 705,4 bilhões.





“À medida que os países continuam a promover a educação remota ao longo deste ano, haverá uma demanda por tablets e laptops para os alunos. Da mesma forma, as organizações estão aprimorando o Home Office para seus funcionários, dado que as medidas de prevenção à doença mantêm as pessoas em casa e a estabilização do orçamento permite que os CIOs revisitem ativos descartados em 2020”, diz Lovelock


Até 2024, as empresas serão forçadas a acelerar seus planos de Transformação Digital em, pelo menos, cinco anos para sobreviver em um mundo pós COVID-19. Isso envolve uma adoção permanente do trabalho remoto e pontos de contato digitais para os clientes. O Gartner estima que os gastos globais com TI relacionados ao Home Office totalizarão US$ 332,9 bilhões em 2021, um aumento de 4,9% em relação a 2020.


“Os negócios digitais representam a tendência dominante para o final de 2020 e início de 2021, com segmentos de vanguarda como Cloud Computing e aplicações para Core Business, Segurança e Experiência do Cliente. As iniciativas de otimização, por exemplo a hiper automação, serão mantidas pelas companhias e terão como foco o retorno de receita e a eliminação de processos”, explica o analista do Gartner.


Apesar do início das campanhas mundiais de vacinação, o vírus continuará a exigir intervenções de saúde por parte dos governos ao longo de 2021. Além disso, fatores geopolíticos como o Brexit e a tensão entre Estados Unidos e China também inibem a recuperação econômica em algumas regiões.


No geral, o retorno da atividade global com relação às taxas de gastos apresentadas em 2019 não acontecerá até 2022, embora muitos países possam se recuperar mais cedo. Os setores mais atingidos pela pandemia, como restaurantes, viagens e entretenimento, permanecerão com dificuldades de longo prazo.


“Esse cenário forçou o aumento de investimentos de digitalização em processos internos, cadeia de suprimentos, interação com os clientes e públicos de interesse e entrega de serviços, permitindo que a TI faça a transição de suporte aos negócios para o negócio em si. A maior mudança este ano será como a TI é financiada, não necessariamente o quanto a TI é financiada”, afirma Lovelock.

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