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“O PIX trará mais eficiência para a economia”, diz Banco Central

Por: Redação, ⌚ 21/08/2020 às 15h53 - Atualizado em 21/08/2020 às 16h49

Em live promovida pela RTM, especialistas do mercado falaram sobre os impactos e oportunidades que serão causadas pelos pagamentos instantâneos


O PIX já está sendo considerado um elemento de democratização dos recursos financeiros e de descentralização da complexa estrutura bancária brasileira. Na live realizada ontem (19/08), pela RTM – Rede de Telecomunicações para o Mercado, especialistas do mercado comentaram os impactos e oportunidades que os pagamentos instantâneos irão trazer para o país.


Participaram da transmissão Breno Lobo, chefe de subunidade do Decem no Banco Central e um dos especialistas responsáveis pela implantação do PIX, Carlos Duarte, Superintendente de Produtos da B3, Paulo Gomes, CEO da PagueVeloz, Fernanda Jardim, Diretora de Suporte e Projetos da JD Consultores e Adriane Rêgo, Diretora de Produtos e Preços da RTM, como moderadora.


Alguns dos temas abordados ao longo do bate-papo foram os ganhos que as instituições terão com a entrada do PIX, as diferentes formas de acesso ao sistema e como garantir a segurança de consumidores e empreendedores nesta jornada.


Lobo abriu a discussão comentando sobre como a infraestrutura do PIX vai permitir o surgimento de serviços e produtos que visem atender novas necessidades dos clientes. “O PIX consegue preencher algumas lacunas que temos hoje nos meios de pagamentos, como o boleto, o DOC, se tornando uma alternativa mais ágil. Ele será uma opção de pagamento que trará um ganho de ‘flow’ nas instituições e mais eficiência para economia, por conta da velocidade de liquidação”.


Duarte explicou o objetivo da criação da Câmara de Liquidez PagHub pela B3, que visa proporcionar cobertura em necessidade emergencial de liquidez às instituições do PIX. “A gente quer apoiar quem está na linha de frente. Na verdade, vamos lançar um conjunto de produtos, incluindo a PagHub, para ajudar bancos e fintechs nos meios de pagamentos. E para facilitar a entrada das instituições, a forma de acesso será muito parecida com a do Bacen, através de APIs e com uso de criptografia”.


Sobre a questão da segurança dos clientes, Paulo reforçou que a PagueVeloz vem tomando medidas e buscando dar orientações para que os usuários se sintam seguros. “Enquanto PSP, procuro garantir que meus clientes se cadastrem e reivindiquem seus e-mails para serem reconhecidos dentro do sistema. Faz parte de um processo de onboarding e validação de dados que busca evitar problemas com isso. Fora os testes de autenticação, com perfil e comportamento, que são importantes para autorizar transações”.


Já Fernanda Jardim, lembrou que o sistema representa uma democratização no mercado, pois está permitindo, através do PSTI JD, que instituições menores se conectem à infraestrutura, sem a necessidade de realizar grandes investimentos. “Você pode se conectar ao PSTI através da internet ou de um link dedicado, e este PSTI já terá a estrutura, contingência e um link RSFN que são necessários para acessar o PIX, algo que se fosse feito on-premise, sairia bem mais caro”.

A transmissão completa pode ser conferida no canal da RTM no YouTube.

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