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Cooperativa aposta em tecnologia para competir com grandes bancos

Por: Redação, ⌚ 11/07/2022 às 15h41 - Atualizado em 11/07/2022 às 15h41

Meta da Municred de dobrar o número de associados passa pela implementação de um banco digital 


O investimento em tecnologia foi um dos primeiros passos da Municred, cooperativa de crédito dos servidores públicos municipais de Porto Alegre/RS, no caminho para cumprir a meta de dobrar o número de associados. Hoje, a organização tem 4 mil cooperados em um universo de 50 mil servidores da capital do Rio Grande do Sul. Com 20 anos de história, de olho nas modificações do mercado, a Municred investiu, no ano passado, em uma nova tecnologia de gerenciamento financeiro, core bancário e aplicativo. 


“Ao longo do tempo, a gente viu que com o crescimento da cooperativa, lançamento de produtos e também com as novas estratégias que a administração queria alcançar, precisávamos de um sistema mais robusto, que tivesse outros serviços e comportasse não só o que estávamos atravessando no momento, mas também o que queríamos para o futuro”, conta o coordenador de Tecnologia da Informação da Municred, Fábio Fleck. A tecnologia escolhida foi a da CashWay, techfin de Florianópolis/SC que oferece soluções Banking as a Service focadas em atender as demandas de Instituições de Pagamento e Instituições Financeiras. 


O sistema de gerenciamento financeiro foi implementado ainda no ano passado. “O sistema já está em pleno funcionamento e melhorou pelo menos 50% do nosso trabalho em relação a automatização e melhoria das rotinas”, conta Fábio. O banco digital e o aplicativo são projetos futuros, mas o pedido no Banco Central já foi encaminhado. “Nós vamos usar nosso próprio banco para fazer a portabilidade de empréstimos que hoje nós precisamos fazer com outros bancos e também, junto com a CashWay, queremos fazer uma sessão de crédito”, planeja. 


Tecnologia para competir no mercado


O atendimento personalizado é um dos pontos fortes do segmento do cooperativismo. Junto com ele, o investimento em tecnologia ajuda a trazer mais competitividade para as organizações. “Hoje não tem como dissociar a tecnologia com a estratégia da cooperativa. Se a gente for comparar a Municred com um grande banco tradicional, é óbvio que ele tem muito mais poder econômico, porém isso não significa que não podemos investir em tecnologias diferentes e disruptivas, inclusive para fazer frente a esses bancos em competitividade”, explica Fábio. Para ele, não seria possível dobrar o número de associados sem essa aposta. “Se a gente crescer o dobro no ano que vem não precisaremos fazer nenhuma modificação porque o sistema prevê essa elasticidade, esse crescimento”. 


Benefícios para o cooperado


As mudanças, além de trazer mais agilidade para os colaboradores da cooperativa, também beneficia diretamente e indiretamente os cooperados. “Já conseguimos ter melhorias internas para os associados, desde a parte de contrato, que se torna mais intuitiva e ágil, até a parte de proposta e cadastro”, explica Fábio. Outros benefícios indiretos também são destacados por ele. “A CashWay obedece a um padrão de segurança da informação. Isso para a gente, que é uma cooperativa de crédito e quer se tornar um banco digital, é muito importante. Talvez não seja visível aos olhos dos cooperados, mas é uma melhoria muito significativa para eles, que conseguimos aumentar ainda mais com a tecnologia da CashWay. Em relação à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), a CashWay já se conecta com todas as necessidades da LGPD e, por tabela, nos repassa esses benefícios”.


Um dos focos do sistema da CashWay é oferecer o core bancário dentro de todas as normas do Banco Central, sem que a cooperativa precise se preocupar com adequações regulatórias. “A solução está 100% adequada à resolução 4.893 do Banco Central do Brasil, que regula todos os aspectos ligados à segurança cibernética das Instituições Financeiras. A infraestrutura robusta, com acesso por VPN (rede privada virtual), autenticação de dois fatores e política de backup redundante, permite o crescimento da cooperativa sem que ela precise focar nisso”, explica Felipe Santiago, CEO da CashWay. 

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