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Incor aposta em smartwatch da Samsung para tratar pacientes à distância

Por: Redação, ⌚ 24/06/2022 às 12h56 - Atualizado em 24/06/2022 às 17h19

Iniciativa tem como objetivo contribuir no acompanhamento dos períodos pré-operatório e pós-operatório fora do ambiente hospitalar, a partir de dados registrados pelo Galaxy Watch4, sendo possível também identificar riscos e permitir intervenções antecipadas


A Samsung e o Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (Incor), firmaram parceria para um projeto de pesquisa com foco no monitoramento remoto de pacientes que passaram por cirurgias cardíacas. Com duração inicial de 14 meses, a parceria tem como proposta desenvolver uma plataforma de telemonitoramento digital assistido, utilizando os smartwatches Galaxy Watch4 para aferição e coleta de dados de pacientes cardiopatas nos períodos pré-operatório e pós-operatório de cirurgia cardiovascular.


Serão analisados no estudo os sinais vitais dos pacientes, tais como frequência cardíaca, pressão sanguínea, saturação de oxigênio, padrão do sono e eletrocardiograma. Dessa forma, será possível acompanhar os pacientes em relação ao tratamento, identificando riscos e permitindo intervenções antecipadas caso aconteça qualquer alteração relevante, evitando assim complicações mais graves.


No Brasil são realizadas mais de 100 mil cirurgias cardíacas por ano, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular (SBCCV), e o período pós-operatório requer observação contínua, além de cuidados médicos de alta complexidade e rápida tomada de decisões. Pensando nisso, uma solução de monitoramento remoto possibilitaria a saída mais rápida e controlada desses pacientes, gerando um impacto importante na saúde pública.


A parceria inclui o uso de uma plataforma de monitoramento digital a ser desenvolvida e integrada por uma equipe do serviço de informática do InCor, com o apoio de equipe de inovação (InovaInCor) e de um time clínico do Instituto. A Samsung é a patrocinadora do projeto e atua no módulo de coleta de dados dos smartwatches usados na pesquisa. Esse módulo é desenvolvido pela área de Pesquisa e Desenvolvimento da Samsung Brasil, localizado em Campinas.


“Essa parceria com o InCor contribui para um dos objetivos da empresa, que é ir além dos limites de usabilidade dos dispositivos como os conhecemos hoje”, afirma Luis Guilherme Selber, gerente de Inovação da área de Pesquisa e Desenvolvimento da Samsung Brasil. “A proposta desse projeto de pesquisa é permitir que, com a devida autorização prévia, os pacientes sejam assistidos por meio de dados coletados pelo Galaxy Watch4. Essa plataforma vai permitir que, mesmo fora do ambiente hospitalar, eles continuem sendo acompanhados durante seu tratamento, facilitando a identificação de possíveis quadros de risco viabilizando, assim, ações médicas preventivas”, explica Selber.


O smartwatch usado no projeto é o Galaxy Watch4. O modelo mais recente da Samsung permite que os usuários monitorem a própria pressão arterial, sendo possível até mesmo detectar um batimento cardíaco irregular por meio de um eletrocardiograma. O dispositivo permite também o monitoramento da saturação do oxigênio, batimentos cardíacos e qualidade do sono. O Galaxy Watch4 conta com um sensor para a avaliação da composição corporal por meio da bioimpedância – um teste que oferece compreensão mais profunda da saúde e forma física geral do usuário, com medições importantes como músculo esquelético, taxa metabólica basal, água corporal e porcentagem de gordura corporal.


“A inovação na saúde não se dá apenas nas novas ideias, produtos e soluções, mas também de como podemos integrá-los na assistência aos pacientes e para vencermos os desafios relacionados ao engajamento em sua jornada de tratamento, como por exemplo, o monitoramento remoto de alguns parâmetros fisiológicos do paciente”, comenta o líder desse projeto, Prof. Fabio B. Jatene, vice-presidente do InCor e coordenador do InovaInCor.


Com os resultados obtidos ao final da iniciativa, existe a possibilidade de se replicar essa solução tecnológica em outros ambientes do sistema brasileiro de saúde (SUS), viabilizando seu uso no acompanhamento clínico de pacientes de forma escalável. Para esse público, os benefícios do projeto são diversos. Entre eles a redução dos riscos de contaminação em ambiente hospitalar, prevenção de sequelas e retorno mais rápido à rotina após uma cirurgia cardíaca. Para os hospitais o benefício é de ordem econômica, pois promove a longo prazo a redução de custos de hotelaria e medicamentos, e também a otimização do uso dos leitos.

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