>> Varejo

Varejistas investem em rastreamento dentro da loja via smartphone

Combinadas com outras ferramentas de Business Analytics e Data Science, o gestor de lojas consegue saber em tempo real quais produtos vendem mais em quais lojas, regiões, cidades  e estados

Por: Redação, ⌚ 13/03/2018 às 17h19 - Atualizado em 13/03/2018 às 17h19

As redes varejistas começam a investir em novas tecnologias para rastrear o cliente pelo sinal do WiFi do smartphone desde o momento de sua entrada na loja, para mapear suas preferências, percurso pelas diversas áreas, tempo gasto por produtos, até sua passagem pelo caixa com a emissão do relatório de compras e identificação pelo CPF.  Querem acumular o máximo de informações precisas e detalhadas para enfrentar um antigo desafio,  descobrir quem está dentro da loja mediante completo mapeamento de seu cliente, para incrementar vendas e futuras ações de marketing.

 

Alguns varejistas utilizam uma plataforma digital que combina diversas tecnologias (Data Mining ou mineração de dados, Big Data Analytics,  Cloud Computing e  Omnichannel) para rastrear o cliente dentro da loja por meio do WiFi do celular. Conseguem mapear por onde o cliente passou, por quais produtos se interessou, mapeando as “áreas quentes” da loja. Assim, é possível cruzar com outras informações de e-commerce e encaminhar ofertas para os produtos vistos e não comprados.

 

Combinadas com outras ferramentas de Business Analytics e Data Science, o gestor de lojas consegue saber em tempo real quais produtos vendem mais em quais lojas, regiões, cidades  e estados. Conseguem, assim, planejar ainda quais produtos premium ou populares devem ser oferecidos por região e lojas.

 

Num primeiro momento o varejista sabe que o proprietário do celular está dentro da loja pelo WiFi. Se não passar o CPF não cruza os dados. Mas sabe pelo celular quais produtos foram mais pesquisados e assim conhece melhor os clientes mesmo sem identificação pelo nome.

 

O rastreamento dentro da loja é mais um exemplo de como o varejo físico adota práticas tradicionais do varejo virtual. Para Fernando Gambôa, diretor sênior do gA Retail, “o que podemos esperar para 2018 são plataformas que utilizam tecnologias para analisar estes dados obtidos sobre a movimentação dentro das lojas, mais a combinação com informações do PDV e até de dados de navegação de aplicativos mobile, para cruzar dados e entender o que o cliente está buscando”, pontua.

 

Segundo ele, “no caso onde ele comprou, a tecnologia permite o oferecimento de novos produtos, aumentar o cross selling; no caso onde não houve a compra, formata e envia promoções com os produtos que foram vistos ou que despertaram maior interesse, a fim de maximizar a conversão de vendas. E estes dados ficam todos armazenados em um grande big data, permitindo novas ações comerciais no futuro”.

 

Outra finalidade da nova tendência é a conversão via recaptura de usuários. No mundo físico, observa Gamboa,  temos os vendedores sempre por perto e a opção de mandar uma promoção personalizada ou mesmo uma mensagem para um cliente que não comprou; No mundo virtual isso é mais difícil de fazer, pois usuários entram e saem dos sites em ritmo acelerado e são muitos os que deixam o carrinho de compras sem efetivar a transação.

 

Neste sentido, têm surgido diversas ferramentas que monitoram este tipo de situação e tratam a recuperação de  vendas online depois da primeira desistência. Quase 70% das consultas de produtos  no comércio eletrônico  são feitas por clientes realmente interessados em comprar, mas desistem por não estarem satisfeitos por diversos motivos, preço, frete, prazos, condições de financiamento etc. Tecnologias inovadoras de rastreamento combinadas com analytics podem recuperar parte de vendas perdidas com novas ofertas aos interessados, aumentando significativamente a taxa de conversão do e-commerce.

 

>> Panorama