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E-robôs otimizam processos jurídicos

Escritório Azevedo Sette Advogados usa tecnologia para reduzir custo e transformar processos de auditoria

Por: Redação, ⌚ 29/05/2017 às 16h42 - Atualizado em 30/05/2017 às 10h22

O e-robô é um programa de computador que automatiza as tarefas que seriam realizadas por pessoas na internet e é capaz de realizar operações como: busca de movimentação de processos, novas ações, peças em processos eletrônicos, inserção de dados em sistemas jurídicos, auditoria de processos ativos e encerrados, busca de depósitos e garantias judiciais, preenchimento de guias e detecção de padrões de fraudes.

E quando vale a pena usar um e-robô para automatizar tarefas? “A resposta é complexa, mas, como regra geral, sempre que houver um volume muito grande de operações a serem realizadas, o custo da ferramenta será sempre mais interessante, trazendo um resultado qualitativo superior e geralmente em um prazo menor”, explica o diretor da TWT Info, Marco Flavio G. Neves.

Tecnologia aplicada
A empresa, junto com o escritório Azevedo Sette Advogados, desenvolveu um projeto de e-robôs para uma das maiores cadeias varejistas do país, que precisava auditar sua carteira de processos cíveis em busca de ações encerradas.
Segundo informações disponíveis em sua base de dados, havia dezenas de milhares de processos ativos. Conforme Neves, fazer esta auditoria manualmente demandaria mais de 16.000 homens/hora e seria inviável montar uma equipe deste porte para fazer a entrega no prazo desejado.
“Os e-robôs da TWT Info buscaram informações nos tribunais onde a varejista tinha ações cíveis ativas e, com base em uma série de premissas criadas pela equipe jurídica, indicaram as ações encerradas, tempo do encerramento e informações secundárias importantes das ações ativas, como as que já tinham acordos homologados”, disse.
Segundo o executivo, a equipe do escritório Azevedo Sette Advogados revisou as informações, garantindo a exatidão exigida pelo projeto. Como o objetivo era diminuir a contingência em processos já encerrados, a exatidão da informação foi crucial. No final da operação, mais de 10% da carteira foi baixada e, em relação aos processos ativos, verificou-se que em quase 7% deles já havia acordo homologado.

 

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