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CPFL Energia investe em sistema digital para subestações

Empresa segue plano de digitalizar operações e usa agora tecnologia Process Bus, equipamentos que digitalizam dados analógicos e os transmitem através de redes Ethernet

Por: Redação, ⌚ 27/07/2018 às 16h24 - Atualizado em 27/07/2018 às 16h24

A CPFL Energia, um dos maiores grupos privados do setor elétrico, fechou parceria com a Siemens para o fornecimento de dois sistemas digitais para subestações da distribuidora, sendo um deles dotada da tecnologia process bus. Com o valor de aproximadamente R$ 1,5 milhão, a solução, que será entregue ao final de 2018, será a primeira deste tipo desenvolvida pela gigante alemã no Brasil. O projeto será implantado na CPFL Paulista, responsável por distribuir energia para 4,4 milhões de clientes.

 

Uma subestação é uma instalação de alta potência que contém equipamentos para transmissão e distribuição de energia, além de um sistema de proteção e controle. O modelo desenvolvido pela Siemens para este projeto utiliza a tecnologia process bus, que digitaliza dados analógicos dos equipamentos de pátio da subestação e os transmite através de redes Ethernet em fibra ótica para os dispositivos de proteção na casa de controle.

 

O projeto está alinhado com os investimentos da companhia na digitalização da operação, despacho de equipes e telemedição. “A CPFL Energia, como pioneira em inovação no setor elétrico brasileiro, tem focado seus investimentos em tecnologia na direção da digitalização da rede elétrica”, explica o diretor de Engenharia do Grupo, Caius Malagoli.

 

De acordo com Sergio Jacobsen, gerente da unidade de Digital Grid da Siemens, essa tecnologia oferecida se destaca pelo pioneirismo e segurança que oferece aos operadores dos equipamentos. “A medição da tensão e corrente é necessária e fundamental para a proteção, controle e automação de um sistema elétrico. Com a nossa solução, a medição passa a ser feita com fibra ótica, o que reduz em pelo menos 30% os custos com materiais e serviços utilizados, principalmente na parte de cabeamento e engenharia do projeto elétrico”.

 

Jacobsen também ressalta que a digitalização das subestações traz confiabilidade da rede contra falhas, além de reduzir o risco de acidentes elétricos na sala de controle. “Neste projeto, a tecnologia implementada pela Siemens otimiza os custos com operação e manutenção por todo o ciclo de vida da subestação. Uma maior segurança é garantida às equipes em intervenções e atividades de manutenção.”

 

As subestações digitais da Siemens também se destacam pela sua interoperabilidade, que é a capacidade de operação com sistemas operacionais diferentes. No caso da solução ofertada para a CPFL Energia, ela é padronizada pela norma internacional IEC 61850-9-2 e possui conectividade com a plataforma MindSphere (sistema operacional Siemens, aberto para Internet das Coisas – IoT), que atesta a automatização de subestações.

 

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