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América latina identifica espectro 5G, mas existem desafios para usá-lo

Vários países estão contemplando as bandas de 600 MHz, 2,3 GHz e 3,5 GHz, que irão permitir o desenvolvimento do ambiente 4G e colocar alguns dos fundamentos da 5G

Por: Redação, ⌚ 02/08/2019 às 12h13 - Atualizado em 02/08/2019 às 12h13

A 5G Americas anunciou um relatório, que oferece um panorama regional sobre as bandas de espectro radioelétrico estratégicas para o desenvolvimento das tecnologias móveis. O documento indica que existem bandas como as de 700 MHz, e a de 2,5 GHz que já estão em uso em vários mercados da América Latina e que contam com o ecossistema de dispositivos, no entanto seguem sem ser aproveitadas nesses países latino americanos. Em casos como este, é necessário planejar sua locação para potencializar os serviços de banda larga móvel, particularmente das redes LTE (comercializadas como 4G, 4.5G ou 4G+).

 

Vários reguladores estão contemplando espectro para o futuro, particularmente 600 MHz, 2,3 GHz e 3,5 GHz que irão permitir o desenvolvimento do ambiente 4G e colocar alguns dos fundamentos da 5G. No entanto, ainda que várias administrações estejam identificando estas novas bandas de espectro, existem porções que estão em uso por outros serviços e sistemas. Desta forma, é importante que existam planos de espectro que detalhem os períodos de liberação e despejo das bandas, e prazos que permitam identificar quando poderão ser alocados para os serviços móveis.

 

O relatório traz processos de licitação realizados, e ainda recomenda que os novos leilões de espectro evitem erros do passado, como altos preços de espectro e obrigações pouco razoáveis ligadas às concessões. As administrações nacionais devem garantir o acesso da indústria móvel às licenças destas bandas em períodos adequados e com condições e preços que permitam investimentos necessários da indústria.
Novo espectro e 5G

 

 

Particularmente, as bandas de 600 MHz e 3,5 GHz se dispõem (dependendo do mercado) como bandas pioneiras da 5G, e estão começando a ser identificadas por vários governos como novas capacidades para redes móveis, mas requerem planejamento e rearranjo para ser aproveitadas.

 

No caso da banda de 600 MHz, conhecida como (Segundo dividendo digital) se requer completar os processos de apagão dos sinais de televisão analógica e transição para a televisão digital terrestre. A banda de 3,5 GHz está subutilizada em vários países, dado o fato de que foi alocada para outros serviços que não se desenvolveram plenamente, como o caso do acesso sem fio. A banda de 3,5 GHZ tende a estar parcialmente ocupada na América Latina e existe uma alta fragmentação por ter sido alocada para várias empresas em distintas regiões dentro de cada país. Existe o desafio de reorganizar esse espectro para planejar seu uso.

 

A banda de 2,3 GHz deve ser aproveitada tanto quanto seja possível. Vários países a tem atribuído para o serviço móvel, mas não foi licenciada (o Brasil e o Peru planejam sua licitação em breve). Esta banda já pode gerar capacidade adicional para a rede 4G, dado que existem equipamentos compatíveis, sendo crucial permitir seu uso. Além disso, as bandas de 2,5 e 3,5 GHz serão importantes para a digitalização da região, dado que sua capacidade e potencial uso dinâmico podem ser convertidos em bandas para aprimorar a 5G.

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