Apesar de o Brasil ser um dos que mais crescerão em investimentos de TI e Telecomunicações, maior que Coréia e Índia, o País ainda é imaturo no uso de infraestrutura. Esse é o resultado do estudo Brazil Infrastructure Maturity X-Ray, divulgado nesta quarta-feira, 23/09, pela Accenture e IDC.
De acordo com as respostas das 150 grandes empresas ouvidas com mais de 1.000 funcionários, o País está no nível 2,4 de maturidade enquanto a média mundial está em 3 e, em alguns casos, 4. A avaliação foi com base nas melhores práticas de TI, como ITIL e COBIT. A metodologia utilizada foi baseada em OMM (Operations Maturity Model), que analisa os níveis de 1 a 5 – informal, repetido, definido, controlado e otimizado) tanto em hardware, software e serviços.
Ainda, conforme o resultado da pesquisa, o País está engatinhando em Green IT, Segurança da Informação e Delivery. “Isso significa que o usuário não está satisfeito com aquilo que a TI entrega. Embora a política e procedimentos para identificação do usuário do sistema teve atingido uma média razoável (2,8) o Pais está muito aquém nos critérios para o usuário acessar o sistema - média de 1,6 -. Isso quer dizer que a política existe, mas não é praticada”, diz Jesus Lopez Aros, responsável pela coordenação do estudo pela Accenture.
Aros explica que um dos indicadores de qualidade do gasto em TI está relacionada à relação entre os gastos discricionários e não Discricionários. As melhores práticas indicam uma concentração de pelo menos 40% em gastos de estratégias e melhorias do orçamento em TI e o restante são os gastos para manter a operação funcionando. Desses 40% gastos em estratégias é possível fazer correções mais rápidas e aumentar a qualidade da TI. Isso são as empresas de alta performance.
“No Brasil, detectamos que 35% são em gastos dicricionários e 65% para girar a engrenagem de TI. Isso se deve a diversas razões ainda há muitas ineficiências e gastos para manter a máquina funcionando (incidentes, colocar um sistema no ar, etc.). No fundo isso compromete o orçamento de TI”, conta Aros.
Como o principal direcionador para gerir a TI é a adoção do ITIL, uma vez que as soluções atuais já chegam aderentes para esse padrão – 50% dos entrevistados disseram que conhece razoavelmente bem o padrão, os outros 50% responderam que domina a biblioteca de melhores práticas. De acordo com a pesquisa, o ideal seria que 75% deles dominassem.
O maior grau de maturidade é em investimento em TI. “Isso não significa que as empresas investem bem, mas o controle é bem feito. A questão não se aplica ao tamanho do orçamento nas organizações, mas como é aplicado, uma vez que boa parte é destinado a manter a engrenagem em operação”, observa Ricardo Chisman, líder da área de TI da Accenture.