HP, IBM, Microsoft, Oracle, Cisco, Google e SAP. As sete multinacionais que formam as megacorporações do segmento de TI devem voltar a se unir na visão do chairman do Gartner, Donald Feinberg, que abriu a 14ª Conferência do instituto “O Futuro da TI”, nesta terça-feira, 15/09, realizada na cidade de São Paulo até quinta-feira, 17/09. “A HP comprará a Microsoft e não ao contrário”, profetiza o analista que previu a fusão entre Oracle e Sun seis meses antes da concretização do negócio. Quando?
Feinberg acredita que tal fusão não deve acontecer no mesmo período da Oracle/Sun, mas provavelmente nos próximos 12 ou 18 meses. Ele explica que a prática da consolidação acontece mais entre megaempresas com médias e pequenas, porém, o futuro aponta novas megafusões.
Outra compradora que deve atacar o mercado é a Cisco que pode adquirir a CA ou BMC para completar seu potfólio de gerenciamento de TI e concorrer com a HP ( OpenView) e IBM (Tivoli), além da Oracle que também já tem soluções no segmento.
“A SAP deve comprar Sybase e a Oracle precisaria comprar a Accenture para preencher a lacuna de Serviços, mas o problema é de que a consultoria tem muito foco em soluções SAP, o que não combina com a Oracle”, observa.
A justificativa do analista é de que a partir do momento que o futuro de TI é serviços, as megaempresas precisarão ter tudo ( leia-se infraestrutura, software, storage e serviços). O ecossistema latinoamericano, entretanto, se mantém com integradoras ou desenvolvedoras de software como Softeck, Neoris, Totvs, Tivit e C&iT.
Diante de tal raciocínio, a sensação é de que não há espaço para empresas de nicho como Google. Nada é tão rígido assim. A consolidação deve manter a quantidade entre cinco e sete empresas, porém, nem todas deverão seguir o mesmo caminho. “O Google não quer comprar empresas, mas ele precisa”, analisa. Ele acrescenta que apesar de tal postura, o Google deve adquirir pequenas e médias empresas que complementam seu portfólio de colaboração (videoconferência, voip, email, framework, intranet) com a comunicação unificada.
A sensação é de que a empresa é sem dúvida nenhuma a referência do cloud computing da internet e telefonia. Mas Feinberg alerta: empresas que atuam só com software livre não devem sobreviver neste novo cenário”. Por outro lado, código aberto é uma das tendências assim como BI e Cloud Computing.