Decision Report - Página inicial

   
| Assinaturas  |  Publicidade  |  Newsletter  |
|  Contato |   Busca: 
 |
Panorama Finanças Governo Saúde Serviços Indústria Varejo
Mercado
Pesquisa
Fusões
Cases
Carreira
Segurança
Comentário
Risk Report
Executive Report




Você está em: Home - Indústria - vejatambem .

Grampos Aço potencializa resultados do Lean Manufacturing

Decision Report     02/10/2008

Durante um processo de qualificação de fornecedores promovido pela Bosch em 2004, a fabricante de peças para o mercado automotivo Grampos Aço foi convidada a implantar o conceito de Lean Manufacturing em sua linha de produção. Para atender a esse pedido de um dos seus principais clientes, desencadeou uma revolução dentro da companhia. Depois de dois anos de trabalho, a empresa avançou em políticas de qualidade, reformulou o layout de sua fábrica e viu as máquinas produzirem 30% a mais.

O Lean Manufacturing nasceu no Japão dentro da fábrica de automóveis da Toyota e trabalha no modelo de produção enxuta (do Lean, em inglês). Seu surgimento data de período posterior à Segunda Guerra Mundial. O conceito visa aumentar a eficiência produtiva a partir da eliminação de desperdício, com base em pequenos lotes de produção, possibilitando a variação de produtos. Para isso, a prática envolve criação de fluxos contínuos e sistemas produtivos puxados, baseado na demanda e urgência dos clientes.

Na sua origem, a filosofia usa métodos simples para controle dos fluxos de produção, como cartões coloridos, chamados Kanban, que indicam a ordem de produção. Com cerca de 600 funcionários (80% deles na linha de produção), a Grampos Aço fabrica, em média, 45 milhões de produtos divididos em 1,6 mil itens, por mês. Os números dimensionam a complexidade existente na operação e os méritos da implementação até o momento. Mas, Fábio Fabris, diretor industrial, acrescenta que 70% dos itens produzidos pela empresa não se enquadram no conceito Kanban.

Calcanhar de Aquiles da logística

O cenário desafiador proposto pela adoção do Lean começou a exigir bastante esforço da área de TI da Grampos Aço. O software de gestão empresarial (ERP) desenvolvido internamente não atingia todas as camadas do chão de fábrica. Durante uma reunião, o departamento de tecnologia sugeriu a adoção do SAP LPO (Lean Planning Operation) – um software específico para otimizar os resultados do modelo Toyota. “Quando ouviram o nome do fornecedor, metade da diretoria desmaiou e a outra metade teve um infarto”, brinca o executivo, lembrando que o nome da gigante alemã está sempre relacionado a soluções que muitas vezes superam os orçamentos de empresas de pequeno e médio portes.

Diferente do ERP, o LPO é um sistema especialista que funciona independente do software de gestão em operação na empresa. Ele trabalha coletando informações de produção e suportando a manufatura, como uma plataforma de Business Intelligence (BI) específica para o chão de fábrica. Depois de dez reuniões entre os gestores da companhia, consultores e especialistas SAP, a decisão de adquirir a tecnologia foi tomada.

Há quatro meses, a empresa iniciou um projeto de implementação do software para atacar aquele que ainda é considerado o calcanhar de Aquiles de sua produção e não conseguiu ser revertido pelo método. “Nosso maior desafio é a logística pelo volume de necessidades dos nossos clientes”, analisa Fabris, apontando que a companhia dá conta de produzir na quantidade exigida, mas não consegue entregar dentro dos prazos. “Se resolver só o problema logístico, o sistema já estará pago”, diz. Há pouco mais de quinze dias a Grampos Aço colhe os resultados do software, que já contribui para análise de cenários e agiliza tomada de decisões produtivas.

Para o bom funcionamento do sistema, a empresa precisou ir fundo nos detalhes e alinhar, em seu ambiente de produção, pontos que havia renegado durante algum tempo. Dessa maneira, o layout da planta fabril foi otimizado, da mesma forma que alguns códigos de engenharia de produto foram ajustados. O LPO foi integrado ao ERP e vem respondendo bem as demandas. “Os sistemas conversam naturalmente”, diz. A ferramenta foi, então, disponibilizada para os responsáveis pela produção, para que esses gerentes avaliem o desempenho e equilibrem a velocidade e carga das máquinas.

Enviar por e-mail   |   Imprimir texto

Mercado - 02/09/2010
HP vence a disputa e adquire a 3PAR por US$2,4 bi

Mercado - 02/09/2010
Sonda amplia portfólio em parceria com a IBM

Mercado - 02/09/2010
Subsidiária da Software AG expande canais brasileiros

Pesquisa - 02/09/2010
Confiança do e-Consumidor atinge 86% no semestre

Mercado - 02/09/2010
CA lança nova versão de ferramenta de gestão

Mercado - 02/09/2010
VMware expande a estratégia de infraestrutura Cloud

Mercado - 01/09/2010
Lucro da Amadeus cresce 38% no semestre

Carreira - 01/09/2010
Cimcorp tem novo VP de Vendas

Mercado - 01/09/2010
Alcatel-Lucent adquire a OpenPlug

Mercado - 01/09/2010
Cloud2B e Magic Software firmam parceria



Como ficam os dados corporativos após as fusões e aquisições?
* Por Valdeni Novaes

Todo o processo de integração das informações pode acabar gerando problemas caso não sejam observadas algumas premissas dos ambientes onde estes dados residem e para onde e como devem ser movimentados




Copyright © 2010 Decision Report       Todos os direitos reservados.       É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste site.