A Claro anunciou faturamento de R$ 2,8 bilhões no segundo trimestre, o que significa aumento de 19,8% em relação ao mesmo período do ano passado. O EBITDA (lucro antes de impostos, juros, depreciações e amortização) ficou em 650 milhões de reais, 8,2% maior do que em 2007.
A aposta da Claro para liderar o mercado em vendas e rentabilidade, que é o objetivo da empresa segundo o presidente João Cox, são os pós-pagos, que fecharam o trimestre com 6,5 milhões de assinantes, ou seja, 20% da base total. “Nossa estratégia é adicionar clientes pós-pagos e não só acumular chips”, diz Cox.
A operadora totalizou base de clientes de 33 milhões de assinantes ao final de junho, que representa crescimento de 26,1%. A participação de mercado aumentou 0,3% e chegou a 24,9%, contra 30,36% da Vivo e 25,4% da TIM.
Aposta na transmissão de dados
Outra área que a empresa considera prioritária em seus investimentos é o mercado de banda larga. Hoje, os serviços 3G já são responsáveis por 9% da receita da companhia e Cox acredita que há uma carência na questão de transmissão de dados no mercado brasileiro. “A demanda é brutal, vamos continuar investindo na área”, analisa.
A operadora disponibiliza os serviços 3G em 71 cidades das cinco regiões brasileiras, que somam cerca de 45 milhões potenciais usuários. Em maio deste ano, anunciou que vai vender o iPhone no Brasil ainda em 2008, mas não tem previsão da chegada efetiva do aparelho nem de qual será o preço. Mesmo assim, na lista de interessados no aparelho já existem 100 mil pessoas cadastradas.
Para Cox, o celular é a plataforma de convergência para qual migrarão muitas tecnologias, além de ser uma forma de promover a concorrência com os grandes provedores de banda larga. “A única forma de promover a competição no mercado de banda larga é por meio da tecnologia sem fio, da qual 3G faz parte”, analisa.