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TI ou Tecnologia do Negócio?
Lauro Vianna
09/01/2008
Desde os anos 60, com o início da era do processamento de dados, a tecnologia tem sido vista separada do negócio, apenas como uma ferramenta de suporte. Essa hierarquia foi reforçada culturalmente, principalmente pelo fato de executivos de negócio e de tecnologia não interagirem e falarem línguas diferentes. No entanto, observamos que tudo isso está mudando. A nova realidade é que a tecnologia não apenas dá suporte ao negócio, mas força a ele. Agora, a tecnologia é um investimento, não um centro de custo. É por esse motivo que os CEOs e CFOs vêem os gastos com TI alinhados aos objetivos e resultados de negócios. E pelo mesmo motivo os CIOs são agora gerentes de negócios especializados em tecnologias e não gerentes de tecnologia operando em silos. Uma pesquisa da Penn, Schoen & Berland Associates encomendada pela HP, em abril de 2007, com 75 CIOs e 75 CEOs, incluindo executivos brasileiros, apontou que 99% dos CEOs e 86% dos CIOs acreditam que tecnologia é fundamental para o sucesso de suas empresas. E 88% dos CEOs e 90% dos CIOs hoje afirmam que compartilham visões similares sobre como TI pode entregar resultados de negócios para sua companhia. Esse novo ponto de vista rompe as barreiras entre o CEO e CIO e também impacta sobre o que chamávamos de Tecnologia da Informação. Os riscos e as oportunidades de TI são agora riscos e oportunidades de negócio. A TI não é mais um termo adequado que representa as organizações empresariais de hoje. É hora de substitui-lo pelo termo ‘tecnologia do negócio’ ou TN. Esta mudança transmite o fato de que o negócio é tecnologia e a tecnologia é o negócio. E na nova era da Tecnologia do Negócio, o CIO se posiciona e é cobrado por gerenciar os riscos, cortar custos e otimizar os resultados de negócios, muito além de entregar um bom nível de serviço de TI. Atualmente, cerca de 50% dos projetos de TI não atingem os objetivos de custo-benefício. Daqui em diante, esta proporção deverá ser cada vez menor para que uma companhia sobreviva e mantenha liderança de mercado. Os estudos de empresas de análise desse mercado vêm demonstrando que a maioria dos CIOs está comprometida com a redução de gastos com gerenciamento e manutenção, atualmente em torno de 65% dos custos totais da TI. Com o orçamento comprometido com a manutenção, a inovação é prejudicada e, conseqüentemente, o negócio é impactado. Acelerar o crescimento da corporação está gravado na primeira linha da nova agenda do CIO e, para otimizar os resultados do negócio, ele precisa garantir que todo investimento feito em TI, recursos alocados e aplicativos em desenvolvimento e em produção estejam alinhados com o objetivo do negócio. A Tecnologia da Informação, como conhecemos, chegou ao fim. Na era da Tecnologia do Negócio, os serviços de TI passam a ser serviços de negócio. Otimizar os resultados de negócio: a nova atribuição do CIO. Até a próxima revolução. Lauro Vianna é diretor da Unidade de Negócios ESS (Enterprise Storage & Servers) da HP Brasil
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