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Publicada em: 07/11/2007 Seção: Soluções - Especial . |
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Borland aumenta foco em ALM
Renata Mesquita
Um dos maiores problemas na contratação de uma fábrica de software para o desenvolvimento de um aplicativo específico é o mal-entendimento entre as partes envolvidas no projeto. Falhas na comunicação dos requerimentos são as principais responsáveis pela entrega de soluções insatisfatórias e pela necessidade de se gastar somas muitas vezes impensáveis em retrabalho. "Grande parte do desgaste do relacionamento entre cliente e fornecedor são os mal-entendidos. Já existe até treinamento para ensinar o cliente a pedir. É importante ter documentado todos os pedidos para que, quando o produto for entregue, ser possível testá-lo e conferir que ele cumpre os requisitos do negócio", afirma José Eugênio Braga, vice-presidente de Marketing e Comercial da Borland. "Hoje, o custo do retrabalho representa cerca de 80% de todo o gasto com o desenvolvimento de software." O problema é agravado pelo receio que as empresas sentem em compartilhar informações de negócios e de, assim, criar uma dependência muito grande do fornecedor. Várias companhias já voltaram atrás no full outsourcing de aplicativos, absorvendo toda a parte de requerimentos, testes e gestão do portfólio. "Por meio do ALM (Application Lifecycle Management, ou Gerenciamento de Ciclo de Vida de Aplicativos), estamos oferecendo ferramentas, processos e treinamentos justamente para que os clientes possam manter a análise de inteligência dentro de casa e aumentar a qualidade das aplicações", explica Braga. "Mas este ainda é um fenômeno recente, que começou a preocupar as empresas apenas há cerca de três anos." A lista de early adopters do conceito, de acordo com o executivo, inclui companhias que contratam grandes integradoras de sistemas, bem como essas grande integradoras, que enxergam no ALM um bom diferencial competitivo. A tendência, diz, é que ele seja adotado nos próximos anos também pelas empresas que possuem grandes sistemas de gestão e pelas representantes dos setores de TI e telecom, órgãos públicos e empresas da área financeira. Segundo Braga, ainda é muito comum o controle de requisitos de software em tabelas de Excel, arquivos de Word, e-mail ou mesmo prosaicas anotações em papel. "Haverá um crescimento muito grande, até 2010, desse processo de 'informatização da área de tecnologia'. A idéia é entregar para o cara de TI um instrumento que o permita conversar com o usuário final, com o desenvolvedor, com o CIO", aposta. Consultoria padroniza gerenciamento do ciclo de desenvolvimento A WA Consultoria, que atua junto a grandes corporações e middle-market, é uma das prestadoras de serviços de TI que já adotaram a nova proposta da Borland. Ela iniciou, este ano, a implantação de melhorias em sua fábrica de software por meio da padronização do desenvolvimento de sistemas. A parceria entre as duas empresas incluiu a substituição das ferramentas anteriormente utilizadas para testes de aplicativos pela linha Silk, da Borland. Com a parceria, a WA espera atingir índices mais elevados de qualidade e rentabilidade, reduzir custos com retrabalho e integrar as áreas de negócios à fábrica, a fim de minimizar o tempo de entrega de aplicações e serviços aos clientes. Antes, de acordo com a consultoria, o ambiente de desenvolvimento era heterogêneo, composto por ferramentas de código aberto e soluções feitas em casa. A ferramenta de testes não se integrava a nenhuma delas. O projeto consumiu R$ 300 mil apenas em 2007, e deve receber investimentos de mais R$ 600 mil nos próximos dois anos. O valor inicial incluiu a aquisição das suítes de soluções ALM da Borland (Caliber Analist, StarTeam e Together, além da Silk), que permitem mudanças e gerenciamento dos requisitos e acompanhamento das tarefas durante o desenvolvimento. "Nossa meta é minimizar entre 30% e 40% os custos com retrabalho, além de aumentar a produtividade das equipes e, conseqüentemente, a qualidade de nossas ofertas", afirma José Marcelo Italiano, sócio-diretor da WA. "Até o final de 2008, queremos aumentar nosso faturamento em 30% com a oferta de serviços ligados à criação de software."
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