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Linx direciona mais de R$ 250 milhões para criação de unidade de negócios

Linx Digital reúne ofertas de e-commerce, omnichannel e marketplace, nova vice-presidência passa a ser responsável por 13% do faturamento da companhia

Por: Redação, ⌚ 20/05/2019 às 18h14 - Atualizado em 20/05/2019 às 18h14

O investimento de mais de R$ 250 milhões de reais na aquisição de cinco empresas nos últimos quatro anos – Neemu, Chaordic, ShopBack, Percycle e DGC, resultou na criação de uma área totalmente voltada a varejistas que querem sair a frente na transformação digital ou que já pegam carona no ‘omnichannel’, conceito que consiste em integrar canais físicos e virtuais para melhorar a experiência do consumidor.

 

A ‘Linx Digital’ é, agora, uma das três unidades de negócios que compõem a Linx, junto com ‘Linx Pay Hub’, que concentra ofertas ao segmento de meios de pagamento, e ‘Linx Core’, que reúne sistemas de gestão para verticais que passam por food service, moda, postos, mercado automotivo, farmácias, entre outras. A nova área já responde por 13% da receita da multinacional brasileira.

 

A decisão da empresa em criar um braço exclusivo para operações digitais se deve muito ao pioneirismo da Linx no campo da omnicanalidade, já que a companhia investiu cerca de R$ 20 milhões no que é hoje a plataforma mais madura do mercado. Graças a isso, a multinacional brasileira já viabiliza a operação integrada em grandes lojas e diferentes grupos econômicos, tornando possível até mesmo a incorporação de franquias neste modelo.

 

A divisão ganhou uma vice-presidência dentro da Linx, comandada por Jean Klaumann, que está no board da empresa desde 2011 e que já acumulou as funções de VP de Operações e VP de Omnicommerce. Segundo ele, “a Linx Digital representa a consolidação de uma estrutura baseada em uma plataforma ‘end-to-end’, capaz de auxiliar os varejistas em cada etapa da jornada de compra do consumidor”.

 

Klaumann comenta ainda que tecnologias exploradas pela Linx nos últimos anos contribuíram para este movimento da companhia. “Atuamos hoje em um formato que visa juntar as operações online e offline do varejo de modo que o consumidor tenha uma jornada sem atritos, com a melhor experiência possível. Isso acontece porque desenvolvemos uma forte competência para trabalhar com dados, com o protagonismo de aliados como big data e machine learning”, comenta.

 

Outro destaque da nova área da Linx é a capacidade de criar e gerenciar a integração com marketplaces, além dos super apps, aplicativos que oferecem uma série de serviços por meio da mesma plataforma. Isso consolida a empresa como um parceiro tecnológico para toda a cadeia de valor, desde a indústria até a última ponta do varejo.

 

Um retrato da unidade de negócio

 

Para construir a Linx Digital, a empresa investiu pesado em um time altamente qualificado, incluindo cientistas de dados, pessoas com diversos tipos de especialização e até com MBA internacional. Ao todo, a nova unidade soma mais de 400 funcionários divididos nos escritórios da Linx em São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Amazonas. Eles são responsáveis pelo suporte de 1500 clientes pelo Brasil, incluindo nove dos 10 maiores e-commerces do País.

 

A Linx afirma ainda que 95% dos consumidores do e-commerce já foram impactados por soluções da unidade de negócios. Só na última Black Friday, a empresa registrou mais de 400 milhões de vitrines exibidas, 25 milhões de e-mails enviados e 2 milhões de recomendações por minuto. E, ainda, pela primeira vez, mais de 50 mil pedidos originaram de vendas omnichannel, compras que começaram no online e terminaram na loja física. “Podemos dizer que temos, entre outras grandes entregas, a melhor ferramenta de busca do mundo. Na sexta-feira promocional do ano passado, contabilizamos 69 milhões de consultas no varejo online”, comemora Klaumann.

 

Histórico de incorporações de startups

 

O primeiro passo para este trabalho foi dado em 2015, quando a Linx anunciou a compra da Neemu, startup manauara focada na otimização do motor de buscas do e-commerce, e da Chaordic, empresa catarinense especializada em promoções e vitrines de recomendação online.

 

Dois anos depois, a ShopBack passou a fazer parte da companhia com seus algoritmos de reengajamento. Também em 2017, a Percycle foi adquirida com a promessa de inserir a Linx em um mercado inovador de publicidade nativa, criado para atrair a atenção de usuários dos maiores sites do Brasil. Por fim, em 2018, a empresa comunicou a incorporação do Digital Commerce Group (DCG), e se consolidou também como expert em plataformas de e-commerce.

 

No ano passado, as ofertas das quatro primeiras startups geraram a Linx Impulse, pilar voltado a impulsionar as vendas e performance do varejo com técnicas de inteligência artificial. A DCG se tornou a Linx Commerce, que oferece um diferente conceito de plataformas e-commerce para o consumidor final (B2C), clientes que vendem para outras empresas (B2B) e varejistas que possuem ou atuam em marketplaces.

 

“Na prática, a Linx Digital se tornou a responsável por todas essas frentes, cujo grande objetivo é possibilitar ao varejista ser parte da transformação digital e revolucionário na maneira que ele oferta seus produtos”, conclui Klaumann.

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