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Empresas que vão e empresas que ficam

Empresas que vão e empresas que ficam

Pesquisas mostram que entre as organizações que estão investindo em transformação digital, muitas amargarão prejuízos; Paulo Borba é CEO da Borba&Lewis, explica os motivos

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A tecnologia digital, que há alguns anos pensávamos que demoraria a chegar ao ponto que está atualmente, já é realidade em muitos setores da economia. É certo que em algumas áreas, ela está muito mais avançada do que em outras. Mas os avanços são proporcionais à cultura e aos investimentos dos gestores que estão à frente de cada negócio. A cada passo dado rumo à transformação digital, crescem as receitas, os lucros e as oportunidades – além de diminuírem os custos operacionais.

 

De acordo com a última pesquisa realizada pela McKinsey&Company, menos de 40% dos diversos setores da economia estão digitalizados, embora haja grande aderência das novas tecnologias à qualquer modalidade de negócio. De acordo com os dados, entre as empresas que estão se transformando, algumas delas serão amplamente alavancadas pela nova realidade, enquanto outras amargarão prejuízos.

 

Mas afinal, qual o porquê disso?

 

O motivo é que, para reinventar-se digitalmente, é preciso adotar estratégias originais e audaciosas, que justamente vão determinar quais empresas serão bem-sucedidas e quais sairão derrotadas.

 

Aquelas que souberem aproveitar as experiências alheias e conseguirem seguir suas inovações também serão beneficiadas, desde que possuam excelência e saúde organizacional. Caso contrário, acabaram entrando no segundo grupo.

 

O desempenho diante da transformação digital será medido de duas maneiras: segundo a estratégica traçada e, em seguida, pela capacidade de execução. Não basta estar atento à somente um dos dois pontos, sob pena de não conseguir atingir as metas determinadas e ficar para trás, em termos de resultados efetivos.

 

Sempre digo aos meus clientes que o ideal é buscar soluções inovadoras inteligentes, que facilitem os processos e mantenham a integridade dos processos-chave de dados de toda a operação.

 

Um dos principais focos da transformação digital é inibir os erros humanos, desde as falhas feitas por falta de atenção até questões fraudulentas. É nesse ponto que as companhias precisam ousar e estar atentas às novidades digitais.
A Memphis, quinta maior empresa do segmento de sabonetes no Brasil, é um bom exemplo de negócio que consegue mensurar resultados após uma reinvenção digital. Eles tinham a necessidade de obter informações sobre suas diversas linhas de produtos de saúde, higiene e beleza, mas não encontravam um sistema que fosse capaz de automatizar essas informações sem erros e com resultados confiáveis. Com o apoio de uma excelente solução, passou a gerar diariamente mais de mil relatórios das mais diversas naturezas, desde a verificação dos componentes necessários à produção, passando por acompanhamento dos pedidos até a análise de saldo e resultados atingidos. Certamente, de outra forma, não seria possível obter tanta informação.

 

Apesar de não faltarem exemplos de empresas que atingiram bons resultados com softwares de alta performance, o processo de digitalização é implacável e favorece a competição geradora de pressão sobre o crescimento. Embora seja crucial para impulsionar negócios, a transformação digital é a responsável por reduzir receitas e lucros em até 6%, de acordo com a pesquisa da McKinsey&Company, e o Ebitda e até 4,5%.

 

Os CIOs devem ter em mente que esses declínios ocorrem em todos os setores. Porém, a performance se distribui de forma desigual, à medida que o digital vai separando as empresas com bom desempenho daquelas com resultados medíocres. É provável que setores de alta performance gerem lucro acima do padrão, enquanto empresas de baixa performance tendem a não prosperar, não importa qual seja o setor em que atuem.

 

*Paulo Borba é CEO da Borba&Lewis, consultoria especializada na implementação de ERP