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Principais impactos do blockchain na manufatura

As áreas de operações e supply chain serão as mais impactadas pela melhoria da confiabilidade, redução de custos e processos mais integrados

Por: Redação, ⌚ 17/08/2018 às 16h57 - Atualizado em 17/08/2018 às 16h57

A Cognizant divulgou uma pesquisa global, feita com 281 profissionais de empresas de manufatura, que buscou entender suas expectativas de qual será o impacto do blockchain em seu negócio e como eles vêm evoluindo nesse aspecto. Dos pesquisados, 87% citam que o blockchain será crítico ou importante para o futuro de sua organização, e 75% entendem que será importante para o futuro da indústria em sua jornada de transformação. Entretanto, somente 16% revelam ser conhecedores do tema.

 

As áreas em que são esperados maiores impactos com a adoção do blockchain são: operações, com 59%; e gestão/operação de supply chain, com 41%. Entre os benefícios mais citados, estão habilidade em prover confiabilidade de informações da matéria-prima sobre produção e produtos (63%) e eliminação de intermediários que não agreguem valor ao supply chain (53%).

 

“O estudo também revelou que se espera que o blockchain traga benefícios de redução de custos anuais acima de 2,5%, com aumento da eficiência operacional, muito em decorrência da automação de atividades manuais”, diz Roberto Wik, diretor de Produtos e Resources da Cognizant.

 

A seguir, estão as principais descobertas do estudo sobre os impactos do blockchain na manufatura:

 

Potencial disruptivo – Dada a habilidade da tecnologia em agilizar a operação, o que resulta em redução de custos.

 

Foco estratégico – Uma vez que o blockchain não deve ser encarado apenas como tecnologia, mas sim como iniciativa para identificar problemas concretos do negócio e como enfrentá-los.

 

Adoção de plataforma – Os entrevistados ainda têm dúvidas sobre qual plataforma (pública ou privada) sua empresa planeja adotar, considerando aspectos de funcionalidade, privacidade, segurança e velocidade.

 

Conhecimento técnico sobre o tema –  Os entrevistados entendem que suas organizações necessitarão de conhecimento adicional em cibersegurança, gestão de riscos e compliance, entretanto subestimam os desafios que encontrarão em duas áreas principais: estratégia de negócio, nas quais somente 44% entendem necessitar de conhecimento adicional com a adoção do blockchain; e conhecimento técnico, em que 56% consideram que necessitarão de recursos mais especializados em áreas como arquitetura de informação, engenharia de software, infraestrutura e integração de redes e experiência/ interface com usuário.

 

Preocupação com a privacidade e segurança da informação – Para 68% dos pesquisados, esse tema ainda é um desafio interno a ser trabalhado.

 

Colaboração – Apesar de ser considerado um dos maiores benefícios do blockchain nas interações das empresas com os parceiros externos, como provedores logísticos, instituições financeiras e clientes, somente 19% dos entrevistados dizem estar trabalhando em iniciativas de blockchain com parceiros. Entre as principais barreiras citadas, estão o estabelecimento de conectividade com sistemas dos parceiros, acordos para compartilhamento de informações, identificar e finalizar um caso de uso. Neste, as principais áreas em que as empresas têm trabalhado são desenvolvimento de produto (aquisição e segurança sobre IP) e operações.

 

Entender a geração de valor ao negócio – Para 56% dos pesquisados, esse é o principal entrave para adoção e entendem que essa é uma jornada cujos benefícios serão realizados no longo prazo.

 

“Entender os casos de uso do blockchain, avaliar seu custo-benefício e ter a certeza de como isso impactará o P&L (demonstrativo de resultados) ainda são questões que precisam ser mais bem exploradas e entendidas. Algumas empresas têm criado times dedicados de blockchain, com stakeholders designados para estimular a adoção”, conclui Wik.

 

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