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Odebrecht e Microsoft firmam acordo de cooperação

Expectativa é contribuir ainda mais com a segurança para os integrantes e para as comunidades do entorno das obras, com o aumento da produtividade e com um melhor controle da conservação do meio ambiente

Por: Redação, ⌚ 19/09/2018 às 17h45 - Atualizado em 19/09/2018 às 17h45

A Odebrecht Engenharia & Construção e a Microsoft assinam um memorando de entendimento para cooperação e intercâmbio científico e tecnológico. O objetivo é fortalecer a pesquisa e o desenvolvimento de soluções conjuntas inclusive com o uso de Inteligência Artificial, com aplicabilidade nos canteiros de obra.

 

Com esta iniciativa, as empresas têm a expectativa de contribuir ainda mais com a segurança para os integrantes e para as comunidades do entorno das obras, com o aumento da produtividade e com um melhor controle da conservação do meio ambiente. Também esperam aprimorar os demais processos que possam elevar o patamar dos serviços de engenharia e construção no Brasil e no mundo. Na área de gestão a Odebrecht analisa também a oportunidade de uso de tecnologia de blockchain para maior eficiência de suas operações.

 

Ao longo de seus 74 anos de história, a Odebrecht Engenharia & Construção se caracterizou por ser uma empresa voltada ao empreendedorismo e à inovação, levando aos seus canteiros de obras soluções de grande impacto na otimização de materiais, tempo de execução de serviços, soluções ambientais, entre outros, que conferem aos seus projetos qualidade técnica reconhecida e incontestável.

 

Nesta trajetória, atenta ao desenvolvimento de novas alternativas tecnológicas, a empresa busca ampliar este horizonte até a fronteira da tecnologia digital, com o intuito de reforçar esses atributos e também poder contribuir com o setor de Infraestrutura, na medida em se dispõe a explorar oportunidades para aplicar esta nova tecnologia nos seus projetos. A empresa busca também usar tecnologia para evoluir seus processos de gestão interna com maior eficiência.

 

Exemplos de Inovação em tecnologia construtiva

 

– A história do concreto armado no Brasil também passa pela trajetória da Odebrecht. Emílio Odebrecht, pai de Norberto Odebrecht, fundador da empresa, aos 20 anos mudou-se para o Rio de Janeiro e começou a trabalhar na Companhia Construtora em Cimento Armado, por intermédio de seu primo Emílio Baumgart. A empresa fundada pelo alemão Lambert Riedlinger, que chegara ao Brasil em 1911 trazendo a técnica de construção do concreto armado, já adiantada na Alemanha e que aqui dava seus primeiros passos. Com Baumgart e Riedlinger, Emílio iria participar da introdução no Brasil da “era do concreto armado” na indústria da construção e na arquitetura em geral.

 

– A Odebrecht adotou uma técnica de engenharia estudada há décadas por especialistas do Exército para despoluir parte do canal do Porto De Santos. O método consiste em rechear gigantescos travesseiros (geobags) com solo marinho e foi usado para confinar cerca de 580 mil metros cúbicos de material sólido contaminado, presente na área marítima localizada à frente ao terminal em construção. A redução do impacto ambiental é o grande benefício desta técnica. Além do confinamento dos componentes contaminados, o material é utilizado como base para a fundação do terreno, ao invés de ser destinado a um aterro sanitário. Sem a utilização desta tecnologia, a remoção do material contaminado exigiria aproximadamente 73 mil viagens de caminhão.

 

– Com larga experiência na construção de metrôs, a Odebrecht, juntamente com outras empresas que compõe o Consórcio Linha 4 Sul, adotou o uso do equipamento EPB, um tipo de TBM (tunnel boring machine), o tatuzação para a escavação subterrânea da linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro. Este método, que perfura o solo sem a necessidade de explosões e de abertura de valas na superfície, é utilizado em construções metroviárias de referência em todo o mundo. Neste caso, foi necessário um equipamento multitarefas e que, portanto, determinou uma customização da máquina para atender o tipo de solo da Zona Sul do Rio de Janeiro (rocha e areia com alto nível de água).  Em vez da opção pela tuneladora slurry, utilizada tradicionalmente, a TBM EPB também tem outras vantagens nesta aplicação, pois é uma solução economicamente mais viável e exige um espaço operacional reduzido, o que é adequado à ocupação urbana em uma cidade como o Rio de Janeiro. A experiência foi utilizada pela primeira vez na Holanda, em Tunel de Botlek e é pioneira no Brasil.

 

– Iniciativas realizadas pela empresa também reforçam o espírito inovador da companhia, como o Prêmio Destaque, que reconhece projetos desenvolvidos por profissionais da Organização e que tem entre seus pilares a inovação, e o Prêmio Odebrecht de Desenvolvimento Sustentável, que premia trabalhos universitários que geram conhecimento sobre temas relacionados às engenharias.

 

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