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Mercado de veículos autônomos deve movimentar US$ 7 trilhões

Até 2025, a mobilidade como serviço mudará padrões de longa duração da propriedade, manutenção, operação e uso de carros, aponta estudo da Intel

Por: Redação, ⌚ 12/06/2017 às 17h28 - Atualizado em 12/06/2017 às 17h28

Na Computex, em Taiwan, a Intel apresentou um estudo que explora o potencial econômico que surgirá com os veículos autônomos, quando os motoristas se tornarem passageiros. Batizado de “Economia de Passageiros”, o levantamento foi encomendado pela Intel e preparado pela Strategy Analytics, e prevê um forte crescimento de mercado passando de US$ 800 bilhões em 2035 para US$ 7 trilhões até 2050.

 

A história comprova que a tecnologia é o catalisador para profundas transformações sociais e que as empresas precisarão se adaptarem para não correrem o risco de fracasso ou, em caso extremo, de extinção. Novos modelos de negócios digitais provenientes da computação pessoal, da internet, da conectividade onipresente e dos smartphones deram vida a negócios e mercados totalmente novos. Os veículos autônomos farão o mesmo.

 

“As empresas devem começar a contemplar os veículos autônomos em suas estratégias a partir de agora”, afirma o CEO da Intel, Brian Krzanich. Menos de uma década atrás, continua ele, ninguém estava considerando o potencial do mercado de aplicativos ou da economia de compartilhamento prestes a emergir, ninguém via isso acontecendo.

 

“É por isso que estamos iniciando a conversa sobre Economia de Passageiros, para despertar as pessoas para a quantidade de oportunidades que surgirão quando os carros autônomos se tornarem os dispositivos de geração de dados móveis mais poderosos que usamos e as pessoas trocarem a direção por outra ocupação durante o percurso”.

 

As tecnologias de condução autônoma e das cidades inteligentes habilitarão a nova Economia de Passageiros, gradualmente reconfigurando indústrias inteiras e criando outras novas, graças ao adicional cognitivo e de tempo que ela desbloqueará. “Nada diferente da corrida espacial dos anos 60, o anúncio de hoje é um chamado para que o mundo empregue as suas melhores mentes neste desafio”, disse Greg Lindsay, urbanista e futurista de mobilidade.

 

“O futuro da mobilidade, do avanço econômico e do surgimento de novas oportunidades de crescimento com a Economia de Passageiros demanda um diálogo contínuo. Estou empolgado em trabalhar em parceria com a Intel, levar essa discussão para as ruas e buscar soluções por diferentes indústrias que modelarão o nosso futuro – de fabricantes automotivos a investidores, políticos e startups”, enfatizou Lindsay.

 

A pesquisa mostra o valor da oportunidade econômica por meio do prisma de consumidores e empresas e começa a construir casos de uso projetados para permitir que as pessoas com poder de decisão desenvolvam estratégias acionáveis de mudança. “A tecnologia autônoma estimulará uma mudança em diversas indústrias e definirá um novo cenário, cujos primeiros negócios surgirão no setor B2B”, diz o coautor do estudo Harvey Cohen, presidente da Strategy Analytics.

 

“O surgimento de opções de veículos sem motoristas aparecerá primeiro em mercados desenvolvidos e reinventará os segmentos de transporte e entregas de longa distância. Isto aliviará a falta de motoristas em todo o mundo e será responsável por dois terços das receitas iniciais projetadas”. A empresa de pesquisa aponta ainda que a comercialização de veículos operados autonomamente ganhará força até 2040 – gerando uma fatia cada vez maior de valor projetado e anunciando o surgimento de serviços instantaneamente personalizados.

 

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