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Empresas de mineração consideram IoT essencial

Pesquisa da Inmarsat mostra que 70% das mineradoras acreditam que Internet das Coisas auxiliará na eficiência de produção do setor e garantirá vantagem competitiva

Por: Redação, ⌚ 12/01/2018 às 15h48 - Atualizado em 12/01/2018 às 15h48

As empresas do setor de mineração estão buscando apoio na Internet das Coisas (IoT) para ajudá-las a manter sua participação de mercado, à medida que se intensifica a concorrência no setor, cai a qualidade das jazidas, e as margens de lucro são pressionadas.

 

De acordo com a mais recente pesquisa da Inmarsat, a Internet das coisas (IoT) desempenhará um papel crítico para ajudar as empresas de mineração a aumentar o nível de automação e a melhorar a eficiência da produção, permitindo que possam competir com os concorrentes que operam em mercados de menor custo.

 

A Vanson Bourne, especialista em pesquisa de mercado, entrevistou profissionais de 100 grandes empresas de mineração em todo o mundo para o relatório ‘The Future of IoT in Enterprise’ da Inmarsat e mostra que 70% das empresas de mineração concordaram que a IoT lhes fornecerá uma vantagem significativa em relação aos seus concorrentes.

 

As mineradoras identificaram, ainda, de que maneira a IoT as ajudaria a reforçar essa vantagem competitiva: 41% dos respondentes relataram que usariam a IoT para aumentar a automação dos processos de negócios e 44% disseram que isso as ajudaria a identificar oportunidades de economia de custos e eficiência.

 

Joe Carr, diretor de Mineração da Inmarsat, comentou a respeito dos resultados: “Não é de se admirar que as empresas de mineração busquem a IoT para ajudá-las a obter uma vantagem competitiva. As empresas de mineração em todo o mundo estão sob uma pressão constante para produzirem o mesmo material a um preço menor do que o de seus concorrentes. Ao mesmo tempo, torna-se cada vez mais difícil encontrar jazidas de alta qualidade em países de risco soberano mais baixo. Esta pressão é maior em economias desenvolvidas como o Canadá e a Austrália, onde os custos trabalhistas são muito maiores que nos mercados emergentes, deixando as mineradoras atuantes nesses territórios em uma significativa desvantagem competitiva. Essas empresas precisam reduzir os custos operacionais e melhorar a produtividade para se manterem competitivas, e a forma mais eficaz de fazer isso é por meio da adoção da IoT e a automação.”

 

“O uso da automação para reduzir as necessidades de mão-de-obra pode fazer uma grande diferença no resultado financeiro da mineradora. Por exemplo, uma mina australiana a céu aberto pode empregar 100 motoristas de caminhão, cada um ganhando mais de 200 mil dólares australianos por ano, o que se repete entre os funcionários que trabalham nos trens e o pessoal de manutenção. A IoT será fundamental para permitir que as mineradoras reduzam a quantidade de extração manual e do transporte de matérias-primas, porque isso permitirá a introdução de uma infraestrutura mais autônoma como frotas de caminhões e trens não tripulados. Ao retirar as pessoas do sistema, a tecnologia autônoma também pode permitir uma operação de 24 horas por dia, 365 dias por ano, eliminando a necessidade de mudança de turno e melhorando a segurança, com um aumento ainda maior de produtividade”.

 

“Trabalhamos hoje com algumas das maiores empresas do setor de mineração para oferecer maior automação, o que, por sua vez, resulta em uma velocidade cada vez maior em todo o processo de mineração, ajudando a reduzir o tempo médio do ciclo e a melhorar a produtividade. Os tecnólogos de mineração estão cada vez mais conscientes da importância da conectividade por satélite em suas minas, entendendo que as soluções IoT não podem funcionar sem uma conectividade confiável para a coleta dos dados dos sensores e dispositivos conectados e sua transmissão até as salas de controle”, complementa Carr.

 

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