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Demora na transição para nuvem impacta setor bancário

Entre os principais benefícios da migração estão a flexibilidade para expansão e retração das operações, além da maior velocidade de lançamento, afirma estudo da Accenture

Por: Redação, ⌚ 14/11/2018 às 16h52 - Atualizado em 14/11/2018 às 16h52

A maioria dos bancos já reconhece as vantagens do desenvolvimento de novos sistemas de TI na nuvem, embora muitos processos de transição ainda estejam em andamento e apenas um em cada quatro bancos conte com uma estratégia forte de adoção da nuvem, afirma novo estudo da Accenture.

 

O estudo “Cloud and Clear, Accenture Cloud Readiness Report – Banking” é baseado em uma pesquisa global junto a executivos bancários e afirma que a adoção da nuvem tem papel central na oferta rápida de novos serviços on-line, desenvolvimento de aplicativos e melhora na experiência do cliente. Entre os principais benefícios que os executivos entrevistados esperam obter da adoção da nuvem estão a possibilidade de expansão e retração de suas operações de TI (77%), além de maior velocidade de lançamento (63%). Apenas 49% dos entrevistados citaram a economia de custos como um dos seus principais benefícios.

 

Ainda assim, 43% dos entrevistados afirmaram que suas instituições não contam com uma estratégia de adoção da nuvem ou começaram a implantar apenas práticas básicas, enquanto apenas 26% possuem o que a Accenture considera uma estratégia sólida para adoção da nuvem, incluindo avaliações frequentes de eficiência para melhorias contínuas.

 

“Para impulsionar o crescimento, os bancos precisam oferecer aos clientes uma excelente experiência digital, e a nuvem é um componente fundamental para isso”, diz Andrew Poppleton, líder da prática de Technology Advisory para Serviços Financeiros da Accenture. “A nuvem conta com a capacidade e a agilidade de que os bancos precisam para usar big data e analytics na identificação, desenvolvimento e lançamento dos melhores produtos e serviços para seus clientes, algo muito importante para quem quer acompanhar o ritmo dos concorrentes na era digital”.

 

De acordo com o estudo, o foco inicial dos bancos na nuvem geralmente é voltado a funções relacionadas a infraestrutura. A pesquisa mostra ainda que as duas funções mais comuns que os bancos migraram para a nuvem são recuperação de desastre (80%) e backup de dados (74%). Os bancos também progrediram na identificação de aplicações legadas para a migração antecipada para a nuvem. Os três principais são canais de acesso a clientes de varejo, como e-mail, mobile, internet e caixas eletrônicos (65%), câmbio (60%) e relatórios regulamentares (40%).

 

Contudo, o estudo identifica dois empecilhos para a adoção em larga escala da nuvem dentro dos bancos:

 

– Infraestrutura legada de TI: praticamente todos os executivos entrevistados esperam que a transição para a nuvem exija a implantação de novos modelos operacionais de TI. Na verdade, 69% pretendem operar em modo “bimodal” – mantendo sistemas legados importantes e que não podem ser facilmente replicados em plataformas da nuvem, transferindo outros sistemas e adicionando novas aplicações na nuvem.

 

– Uma lacuna de talentos: ainda que quase nove de cada 10 executivos bancários (89%) entrevistados classifiquem as habilidades e experiência de seus funcionários responsáveis pela estratégia e gestão de nuvem como “maduras” ou “avançadas”, eles mostram menos entusiasmo acerca da habilidade de suas equipes para a gestão de infraestrutura e aplicações de nuvem. Especificamente, mais da metade (55%) classificou o nível de habilidade de suas equipes como “iniciante” ou “sem experiência” no gerenciamento da infraestrutura de nuvem, e 40% usaram a mesma qualificação no gerenciamento de aplicativos na nuvem.

 

“A nuvem oferece oportunidades extraordinárias aos bancos que querem transformar o modo como criam, desenvolvem, gerenciam e vendem seus produtos e serviços – mas isso só é possível com uma equipe à altura desses desafios”, explica Chad Duncan, diretor executivo de Technology Advisory para Serviços Financeiros da Accenture. “Ao mesmo tempo, nosso estudo mostra que muitos bancos ainda precisam de uma estratégia ampla de transição para a nuvem, o que limita as ações de implantação. A nuvem é fundamental para o modo como os bancos irão conduzir negócios e crescer no futuro, por isso é hora de passar a fase experimental e lançar mão de uma estratégia agressiva de transição para a nuvem”.

 

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