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UX impulsiona criação de startups no Varejo

Necessidade de ampliar a experiência do consumidor, integrando lojas físicas, online, redes sociais, cadeias de fornecimento, engajamento e IoT, por exemplo, revoluciona a forma de comprar e vender, além de impulsionar a criação de startups voltadas para essas tendências específicas do setor

Por: Jackson Hoepers, ⌚ 02/04/2018 às 16h19 - Atualizado em 02/04/2018 às 16h19

Experiência e inovação. Essas são as palavras que definem a NRF 2018, de acordo com os participantes do Núcleo de Varejo da ESPM. Eles se reuniram na última quarta-feira (28) no evento “Varejo em Transformação: em busca da experiência perfeita!” para debater suas impressões e compartilhar os principais aspectos e cases que chamaram atenção durante a feira.

 

A necessidade de ampliar a experiência do consumidor, integrando lojas físicas, online, redes sociais, cadeias de fornecimento, engajamento e IoT, por exemplo, revoluciona a forma de comprar e vender, além de impulsionar a criação de startups voltadas para essas tendências específicas do Varejo.

 

De acordo com a Profa. Fabíola Paes, professora do Núcleo de Varejo/Retail Lab da ESPM, “a redução do atrito entre canais e sua maior fluidez, somado às várias tecnologias apresentadas, foram de grande relevância. Na NRF desse ano, 21 startups apresentaram suas ideias com base em inteligência artificial, omnichannel e branding experience, por exemplo”.

 

Ela destaca que, só no Brasil, em fevereiro desse ano, haviam 193 startups em funcionamento a mais de 1 ano e com clientes ativos. Isso representa um aumento de 78% em relação ao ano anterior, com apenas 8% de mortalidade (7 startups encerraram suas atividades).

 

A Profa. Fabíola desenvolveu um estudo durante a NRF 2018, permitindo a criação de uma mandala de startups e inovação. Nela, é possível separar as empresas que se destacaram nas soluções propostas e foram classificadas de acordo com a macrotendência que norteia suas funcionalidades.

 

Fabíola citou como macrotendências o Omnichannel, Operação, IA aplicada ao Varejo, Logística, Engajamento do Consumidor, 3D Tech, Online, Meios de Pagamento, Realidade Virtual/Aumentada e IoT.

 

Dentre as startups que se destacaram, na opinião da Profa. Fabíola, estão: a Radius, que integra as lojas físicas e virtuais às redes sociais em uma mesma plataforma, como um bom exemplo de Omnichannel; a Nextail, que permite a digitalização e mapeamento de estoque, como uma aplicação de IA para facilitar a transferência automatizada e otimização dos lucros; a Slyce, que utiliza as fotos dos usuários para localizar as lojas mais próximas ou e-commerces que possuem o item fotografado; e a Dôr, que consegue gerar um mapa de calor das lojas para analisar fluxo e conversão, através de dispositivos IoT.

 

Retail transformation

 

Ainda no encontro, o Prof. Ricardo Pastore, coordenador acadêmico do Núcleo de Varejo da ESPM, destacou as apresentações da Alibaba e Walmart. Segundo ele, a gigante chinesa propôs a nova definição do Varejo como “plataforma de serviços”, uma vez que o papel da loja acaba se modificando nesse cenário.

 

Pastore relata que, na apresentação de Lee McCabe, VP para América do Norte do Grupo Alibaba, alguns números da China chamaram atenção: 26,7% dos consumidores compram online; o país detém 57% do e-commerce global e 44% das vendas de itens de luxo. O “Single’s Day” de 2017, feriado popular do país, que ocorrer todo dia 11 de novembro, movimentou 140 mil empresas e alcançou US$ 25 bilhões em vendas. As perspectivas para 2020, segundo McCabe, são de que os marketplaces dominem as vendas na web e que metade de população chinesa compre online.

 

Outro destaque, segundo o Prof. Pastore, foi o Innovation Hub da rede Walmart, chamado Store no.8, que aposta nas lojas físicas para melhorar a logística de entrega de produtos aos clientes online. “A Walmart possui grande alcance nos EUA, com cerca de 90% da população vivendo a 15 minutos de uma de suas unidades. Assim, a rede irá utilizar a terceirização logística para acelerar as entregas de suas encomendas a partir das suas próprias lojas físicas”, afirma Pastore.

 

Ele destaca também como o Big Data e Analytics têm suas ampliadas, uma vez que as empresas começam a relacionar os dados com comportamento. “Um dos benefícios da tecnologia é a facilidade na obtenção dos dados, que passa por uma revolução através do reconhecimento individualizado dos consumidores”, completa Pastore.

 

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