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SERPRO desenvolve produto validador cognitivo de infrações

Em parceria com a Intel e UNESP, instituição cria plataforma Estaleiro, focada em computação na nuvem, entregue como serviço e que pode gerar entrega automática de multas de trânsito

Por: Léia Machado, ⌚ 27/11/2017 às 16h19 - Atualizado em 27/11/2017 às 16h26

Há um ano, o SERPRO vem investindo na plataforma tecnológica Estaleiro para entregar simplicidade, autonomia e autosserviço para os clientes internos, órgãos do governo, e também para clientes finais. A plataforma é baseada em computação na nuvem, focada na entrega contínua de tecnologia como serviço, pautada em software as a service.

 

A equipe de 2000 desenvolvedores do SERPRO conseguiu gerar 3 produtos nesse início de projeto, sendo um deles em parceria com a Intel, pautada em inteligência artificial. O case é sobre um produto validador cognitivo de infrações de trânsito em que a aplicação é comercializada pelo SERPRO para que órgãos de trânsito identifiquem o veículo no momento da infração e a multa é despachada automaticamente para o condutor.

 

“Para esse projeto, usamos cerca de 12 desenvolvedores para criar uma solução que identifica a placa e modelo do carro, consulta base de dados de renavam e encaminha a multa para o infrator, sem interferência humana e processos manuais”, explica Thiago Oliveira, superintendente de Engenharia de Infraestrutura do SERPRO, durante o Intel Press Summit, realizado hoje, 27, em São Paulo.

 

Thiago Oliveira, superintendente de Engenharia de Infraestrutura do SERPRO

 

O objetivo do projeto é obter uma cooperação em inteligência artificial na área de redes neurais. Com duração de 4 meses, as equipes do SERPRO (Belo Horizonte, Brasília e Fortaleza), UNESP e Intel mantinham reuniões quinzenais por videoconferência para desenvolvimento da solução, além de capacitação, otimização de aplicações de AI na plataforma Intel e troca de conhecimento.

 

Para o processamento de imagem, foram utilizadas as tecnologias Xeon E7 e Xeon 2, o que auxiliou na redução do tempo de classificação de imagem. A ideia era reduzir o tempo de processamento de multas, o que saiu de 45 horas para 2 horas, com uso de até 12 grupos de processadores.

 

“Com isso, tivemos uma acurácia de 90% no sistema, além da automação de todo o projeto”, acrescenta Gustavo Rocha, chefe de divisão do SERPRO. A entidade segue trabalhando com tecnologia de inteligência artificial na plataforma Estaleiro e prevê um avanço significativo em validação de imagens com reconhecimento facial.

 

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