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Oracle Retail é uma startup dentro da própria Oracle

Claudio Tancredi assume uma divisão que respira as demandas do segmento de Varejo e pauta atuação em cinco pilares estratégicos, focados na disrupção do negócio

Por: Léia Machado, ⌚ 11/05/2018 às 16h54 - Atualizado em 11/05/2018 às 16h59

Com o avanço da tecnologia e a transformação digital batendo na porta das organizações em todo mundo, é natural para os grandes players de TI direcionar a estratégia de mercado para uma atuação verticalizada. Esse foco nas demandas de determinadas indústrias traz inúmeras vantagens, desde maior aderência na implementação de tecnologias ao serviço especializado, utilizando recursos de consultorias e tecnologias capazes de atender necessidades específicas.

 

Na Oracle, essa verticalização deu tão certo que as demandas do setor varejista criaram uma startup dentro da própria companhia, a Oracle Retail. Desde 2006, essa operação segue uma vida paralela, com uma sinergia muito grande dentro da gigante de tecnologia, mas se tornando uma divisão totalmente mergulhada no Varejo.

 

Claudio Tancredi assumiu recentemente o comando da Oracle Retail no Brasil e será responsável por liderar toda a equipe, focado em frentes como desenvolvimento estratégico, vendas, serviços e suporte aos clientes Oracle nos setores de Comércio e Atacado. Em entrevista à Decision Report, Tancredi fala sobre seu maior desafio: estar ao lado de um setor dinâmico, que pulsa inovação e vive hoje uma retomada muito forte do consumo, cenário muito propício para investimentos em tecnologia.

 

“O varejo brasileiro tem buscado novas fórmulas de crescimento, por isso estamos trabalhando fortemente para estar ao lado desse setor em um momento de transformação. Nossa ideia é ser aliados nesse processo, auxiliando nossos clientes a antecipar demandas do mercado, simplificar operações e inspirar maior engajamento do consumidor, tudo isso com capacidade de se conectar com o cliente em uma atuação multicanal”, pontua o executivo.

 

O ano fiscal da Oracle Retail termina esse mês e o time de Tancredi está atuando para finalizar algumas implementações de projetos fechados, assim, eles podem virar uma referência de planos bem-sucedidos para o novo ano fiscal, que começa em junho. A ideia é reformular a equipe de vendas, consultoria, marketing e canais, além de dobrar o número de clientes.

 

“Estamos encerrando um ano muito bom, cumprindo todas as metas estabelecidas e vamos seguir com projetos em andamento”, acrescenta. Segundo ele, a Oracle Retail tem uma boa base de clientes como GPA, Renner, Makro, Lojas Marisa, Onofre e Ricardo Eletro, por exemplo, e a meta é expandir a atuação em mercados menores, junto aos varejistas de médio porte.

 

Virar a chave para o omnichannel

 

Para isso, o direcionamento comercial está baseado na entrega de um portfólio pautado em plataformas abertas, arquiteturas escaláveis e implementações flexíveis, que permitem ao varejista atuar em novas oportunidades de negócio sob uma infraestrutura on premise ou serviços na nuvem. Um dos destaques é o Oracle Retail Xstore Point-of-Service, um sistema de PDV moderno que quebra barreiras entre os mundos físico e digital.

 

O objetivo da ferramenta é se conectar com o ERP, seja ele da Oracle ou de outros players de mercado, o que traz informações em tempo real e permite processos como o click and collect, transações em tablets ou PDVs móveis, recomendações de compra de acordo com o histórico do cliente e variedade nos meios de pagamentos.

 

Já o Oracle Retail Merchandising System é um sistema mais completo, que tem como finalidade transformar totalmente as operações varejistas. “Os projetos que rodam nessa solução são chamados de ‘transplante de coração e pulmão’, porque são feitos com ‘o paciente totalmente vivo’, ou seja, a empresa está em operação normal – recebendo e faturando no(s) sistema(s) antigo(s) e no dia do go-live ‘vira-se a chave’ para o novo sistema”, explica Glaucia Maurano, diretora de Marketing da Oracle Retail América Latina.

 

Cinco pilares estratégicos

 

Claudio Tancredi se diz muito empolgado nesse ano e profundamente alinhado com o time global da Oracle Retail, que tem atualmente 2 mil pessoas focadas no setor varejista e com um investimento em P&D de mais de USD 100 milhões por ano em inovação e tecnologia. Todo direcionamento está pautado em cinco pilares.

 

Cloud first. Hoje, 70% do portfólio da Oracle está disponível no modelo em nuvem. Isso permite ao cliente uma escolha de acordo com as demandas, sejam em dimensões DaaS, SaaS, PaaS e IaaS. “Sempre que estivermos diante de uma oportunidade, vamos ofertar o modelo em nuvem para o cliente”, pontua o executivo.

 

Mobile everywhere. O varejista precisa enxergar todos os dados em qualquer lugar, independente do dispositivo. A Oracle Retail segue impulsionada a ofertar soluções móveis em todo o portfólio a fim de entregar produtividade e ganhos de rentabilidade.

 

Better together. Reduzir o espaço entre processos, pessoas e tecnologia para permitir o acesso em tempo real a soluções centralizadas, em que cada componente desempenha funções críticas bem definidas.

 

Modern Retailing. Reunir informações relevantes espalhadas em diversos sistemas através de soluções fundamentais. A ideia é entregar dados de forma intuitiva, adaptável a papeis e responsabilidades do painel baseado em persona.

 

Leverage Tech and Scale. Uma sinergia profunda com a Oracle global, com mais de 25 mil parceiros de implementação, mais de 9 milhões de desenvolvedores em todo mundo e 19 centros de dados espalhados pelo planeta. “Vamos usar todo ativo dentro da Oracle para ganhar escala e seguir crescendo”, completa.

 

Segundo Claudio Tancredi, a ideia não é dobrar o número de clientes a qualquer custo, mas ter uma atuação muito voltada às necessidades e nas métricas de go live. “O dia em que o projeto é iniciado dentro do varejista, isso é comemorado internamente. Mas também planejado e entregue com responsabilidade por todo o time. Nossa meta é medida nisso, no poder de entrega com qualidade”, finaliza o executivo.

 

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