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O paradoxo da Inteligência Artificial

Congresso Genexus reuniu milhares de profissionais em Montevidéu para avaliar os próximos passos da IA, como a chegada da geração “prosumers” e a diferença do fator humano no novo cenário tecnológico

Por: Graça Sermoud, ⌚ 09/10/2018 às 18h00 - Atualizado em 10/10/2018 às 21h34

A Inteligência Artificial dominou o palco do GX28, no final de setembro, em Montevidéu, no Uruguai. O evento mobilizou milhares de participantes, todos ávidos para discutir as tendências em IA e a nova versão da plataforma de desenvolvimento lançada durante o Congresso. Na opinião do CEO da companhia, Nicolás Jodal, a tendência é falar cada vez mais de temas humanos em eventos de tecnologia, assim como em eventos de negócios fala-se muito de tecnologia. “Esse é o grande paradoxo”.

 

Em sua palestra de abertura, Nicolás Jodal também pontuou a mudança no perfil dos usuários. Mais do que consumidores de recursos tecnológicos eles estão se transformando em “prosumers”, já que além de consumir também se tornam produtores e acabam por ofertar soluções ao mercado. Nesse sentido, a Inteligência Artificial chega como uma poderosa aliada para automatizar conhecimento e torná-lo consumível, não só pela empresa que desenvolve, mas também por outras do seu ecossistema.

 

E por falar em ecossistema, esse foi outro ponto destacado pelo líder da Genexus. A empresa, caracterizada pela oferta de uma plataforma de desenvolvimento, está buscando ser identificada, cada vez mais, como uma ferramenta para aplicação da inteligência artificial e de recursos da indústria 4.0, de forma a garantir que empresas evoluam seus negócios para o mundo digital dentro de um modelo integrado.

 

Fazendo as perguntas certas

 

“Vivemos em um mundo onde o futuro não é previsível, não sabemos como ele vai evoluir, portanto precisamos trabalhar em uma arquitetura que possa aprender constantemente”, enfatiza Jordan, referindo-se à nova versão Genexus 16. Lançada no evento como uma ferramenta de criação de software totalmente baseada em IA, a solução é apontada como a estrada que leva ao desenvolvimento de aplicações digitais.

 

O objetivo ao reunir 4 mil pessoas presenciais e 50 mil online foi demonstrar que a plataforma Genexus está preparada para esse futuro, onde a Inteligência Artificial terá lugar de destaque. “Todos estão ávidos de saber e entender sobre IA” frisou Nicolás, embora a maioria das empresas ainda esteja dando os primeiros passos. A primeira onda da Inteligência Artificial aconteceu há dez anos, mas só agora temos o cenário propício para sua evolução. A principal questão, no entanto, continua sendo “fazer as perguntas certas”.

 

O importante também, segundo ele, é seguir desde o início algumas recomendações fundamentais, corroboradas pelo Gartner. A primeira delas é integração, não só de pessoas, mas também de tecnologias. Ter um mindset voltado para o mundo exterior, isto é, olhar para fora da empresa e do negócio. E ficar atento ao que surpreende, ao que chama a atenção.

 

Domesticando a tecnologia

 

Segundo o CEO, a Genexus está entregando uma plataforma que permite às empresas aproveitarem ao máximo as tecnologias de hoje e as que estão por vir. Durante o evento, vários cases foram citados e apresentados pelos parceiros, demonstrando que um dos seus pontos fortes é justamente a integração. A SAP é uma dessas fortes parceiras da Genexus, embora a empresa também trabalhe ao lado da IBM e da Microsoft.

 

Durante o evento, a siderúrgica Gerdau apresentou um aplicativo mobile baseado em Genexus for SAP Leonardo, destinado a facilitar o processo de compra de matérias-primas, usando recursos de machine learning. Embora a parceria com a gigante alemã já esteja dando bons frutos, a Genexus pretende trabalhar com as principais plataformas de mercado. “Nosso objetivo é domesticar a tecnologia, seja ela qual for, para permitir que nossos clientes possam evoluir suas aplicações com recursos cada vez mais sofisticados”.

 

* Graça Sermoud viajou para Montevidéu a convite da Genexus

 

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