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Meta do SAS para 2018: disseminar a cultura da inteligência artificial nas empresas

A ideia é ser um evangelizador sobre a potência do analytics somada aos recursos de AI. Isso será o pulo do gato para a companhia, que cresceu 22% em 2017, mas com expectativas modestas de avanço em 2018, devido ao cenário de eleições e Copa do Mundo

Por: Léia Machado, ⌚ 23/02/2018 às 15h40 - Atualizado em 23/02/2018 às 15h40

Ações de marketing, alianças estratégicas e iniciativas de inovação. Esses foram os três pilares que contribuíram para que o SAS Brasil fechasse 2017 com um crescimento de 22% em novas vendas de licença de software. Globalmente, o SAS registrou um faturamento de US$ 3,24 bilhões, alta de 1,25%.

 

E além da principal bandeira levantada há mais de 40 anos pelo SAS, inteligência analítica, a companhia vem apostando em outra nomenclatura de destaque no mercado tecnológico: inteligência artificial. Isso porque boa parte do resultado obtido no ano passado se deve ao aumento da demanda de soluções de inteligência artificial, machine learning, cloud e gestão de fraudes.

 

“AI é a demanda mais importante para esse ano. De nada adianta colher o dado e não saber o que fazer com ele, dado processado e não analisado de forma inteligente é oportunidade perdida no negócio”, destaca Cássio Pantaleoni, presidente do SAS Brasil, durante almoço de imprensa realizado ontem, 23, em São Paulo.

 

Os bons números adquiridos pela subsidiária brasileira fizeram com que ela saísse da 13ª posição no ranking global da companhia para ocupar o sétimo lugar das subsidiárias mais bem posicionadas. “Para esse ano, nossa meta é disseminar a cultura da inteligência artificial no Brasil. Seremos um agente efetivo evangelizador de como o analytics pode ser potencializado com recursos de AI”, acrescenta o executivo.

 

Ninguém faz nada sozinho

 

A participação dos canais não só no crescimento, mas também na estratégia como um todo, foi de extrema importância para o SAS Brasil, sendo responsável por 29% das vendas no País. Para esse ano, a companhia vai consolidar a atuação desses parceiros em mercados estratégicos que o SAS não tinha presença como Utilities, Agronegócios e uma parte de Varejo.

 

“A reestruturação dos canais vem acontecendo no SAS Brasil desde 2015. De lá pra cá, reorganizamos o programa e hoje os 51 canais são especializados em cada vertical de negócio e são parte fundamental da nossa estratégia”, destaca Daniela Fontolan, diretora de Canais e Alianças do SAS América Latina.

 

Os parceiros atuam principalmente na vertical de Governo e nas médias empresas, sendo que as grandes contas seguem com atendimento direto do SAS. “Por se tratar de ano eleitoral, daremos continuidade ao trabalho nas esferas estadual e municipal com foco em soluções antifraude”, completa.

 

Expectativa modesta

 

E por falar em eleições, o presidente do SAS Brasil está otimista para 2018, mas acredita em um crescimento modesto para esse ano: “Nossa ideia é obter um avanço de 11% em receita. Será um ano com grande número de feriados, Copa do Mundo e eleições. Ficamos muito felizes com os resultados alcançados no ano passado e seguimos trabalhando forte para superar as metas de 2018”, conclui.

 

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