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Lançamento do Governo Câmara da Saúde 4.0 fomenta uso de IoT no setor

Apresentada pelo Ministérios da Saúde e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, iniciativa faz parte do Plano Nacional de Internet das Coisas e visa fomentar ideias de projetos que possam digitalizar processos na saúde brasileira

Por: Redação, ⌚ 31/01/2020 às 17h09 - Atualizado em 31/01/2020 às 17h09

De acordo com as previsões da IDC, o ecossistema de Internet das Coisas (IoT) no Brasil movimentou US$ 8 bilhões em 2019, com potencial de crescimento de 20% ano contra ano até 2022. Globalmente, esse mercado deve passar da marca de US$ 1 trilhão em 2022, alavancado por Manufatura e Consumo.

 

O Plano Nacional de Internet das Coisas, lançado pelo Ministérios da Saúde e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) em 2019, vai além desses segmentos, identificando quatro ambientes prioritários onde a IoT tem um grande potencial de uso: Cidades, Saúde, Agronegócio e Indústria.

 

Essa semana, o MCTIC lançou a Câmara da Saúde 4.0, ambiente de discussões entre membros de instituições públicas e privadas para formular ideias de projetos que possam ajudar, no futuro, a saúde brasileira alinhado a estratégia da saúde digital para o Brasil, que já vem sendo construída por meio do Programa Conecte SUS.

 

O anúncio foi feito pelos ministros da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e o ministro do MCTIC, Marcos Pontes, em Brasília (DF), durante assinatura do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) para criação da Câmara da Saúde 4.0. Esta é a quarta Câmara de discussões criada pelo Governo Federal, as outras são câmaras da Indústria 4.0, Agro 4.0 e Cidades Inteligentes 4.0.

 

“A tecnologia tem de ser usada para melhorar a vida das pessoas. Internet das Coisas, inteligência artificial e conectividade, tudo isso em conjunto vai nos permitir revolucionar a tecnologia aplicada na área de saúde, tanto em grandes cidades como nas localidades mais distantes”, destacou o ministro Marcos Pontes.

 

A Câmara da Saúde 4.0 será coordenada pelo Ministério da Saúde, em comum acordo com o MCTIC, estimulando a participação de membros das universidades, institutos de ciência e tecnologia, iniciativa privada e demais atores relevantes no cenário da inovação e da saúde, com a participação de estados e municípios.

 

O objetivo é aproximar os membros, identificar e discutir assuntos relevantes, buscar sinergias, alinhar ações, articular e propor iniciativas para a implementação de IoT. O uso desses dispositivos poderá melhorar a efetividade da assistência à saúde por meio do monitoramento contínuo dos pacientes e da adoção de soluções de IoT; aumentar a celeridade e eficácia na vigilância epidemiológica e eventuais riscos à saúde; promover a conectividade visando à integração do Sistema Único de Saúde (SUS).

 

Unidades de saúde integradas

 

Durante a solenidade, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, anunciou que um projeto-piloto de integração de todas as unidades de saúde do país já está em andamento no estado de Alagoas. Depois de concluído, esse projeto deverá ser apresentado e validado pela Câmara de Saúde, que deverá estendê-lo para todo o país. “O Brasil pode ser o primeiro país continental a ter todos os dados de saúde integrados.” As informações serão compartilhadas pelas unidades de saúde de todos os estados e municípios.

 

Nesse sistema integrado das unidades de saúde, explicou o ministro, a tecnologia também será usada para formar um banco de dados da saúde de todos os brasileiros. Inicialmente, o sistema deverá registrar cinco informações básicas de cada paciente: consultas realizadas; internação; medicamentos recebidos; exames realizados e vacinas tomadas.

 

Esse banco de dados deverá ser concluído nos próximos cinco anos e contar com cerca de R$ 4 bilhões a R$ 6 bilhões em investimentos, revelou Mandetta. “Esses dados podem ser usados para pesquisa, construção de soluções, coberturas vacinais e enfrentamento de doenças.” O ministro da Saúde reforçou que a utilização desses dados do paciente pelos profissionais e unidades de saúde será regulada pela Lei Geral de Proteção de Dados.

 

*Com informações da Agência Saúde e MCTIC

 

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