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Equilíbrio entre tradição e inovação

HPE direciona estratégia para ofertas de tecnologias capazes de entender as demandas de inovação digital e, ao mesmo tempo, conversar com os sistemas legados. A plataforma HPE Synergy está sendo comercializada em todo mundo e deve impulsionar as operações da companhia no Brasil

Por: Léia Machado, ⌚ 24/07/2017 às 16h58 - Atualizado em 24/07/2017 às 17h33

É possível manter um equilíbrio entre os ambientes tradicionais de TI e as novas plataformas tecnológicas? Diante de tecnologias consideradas disruptivas, que prometem fazer uma verdadeira revolução não só na forma da TI trabalhar, mas também nos negócios, como as empresas redesenham suas estratégias para fazer uso, ao mesmo tempo, do tradicional e do inovador?

 

De fato, é um dilema complicado de se resolver, principalmente quando as companhias levam em consideração o valor já investido em soluções de legado e a necessidade de entrar cada vez mais para o universo digital. Essa foi a premissa usada pela Hewlett Packard Enterprise (HPE) ao desenvolver a nova plataforma HPE Synergy, desenhada para atender as demandas da Composable Infrastructure, um conceito de mercado pautado em oferta de agilidade e flexibilidade para o ambiente de trabalho.

 

Durante entrevista à Decision Report, Luis Albejante, diretor de produtos Data Center e Hybrid Cloud Brazil (DC&HC) da HPE, explica que esse lançamento combina bem com o novo posicionamento da companhia em todo mundo. “Transformamos a Hewlett Packard para que seja um player focado em ajudar os clientes na jornada da transformação digital. Estamos falando de economia das ideias, de disrupção de negócios e operações baseadas em aplicações e dados”, pontua.

 

Ele destaca o atual momento das empresas, que vivem diante de expectativas de acesso imediato, velocidade e flexibilidade de aplicações. Pontos que a nova HPE está apta a entregar, após o reposicionamento de estratégia de mercado. “Mesmo com os planos de dividir a empresa, o desenvolvimento da plataforma HPE Syergy não sofreu alterações, foram pelo menos cinco anos de criação dessa tecnologia, ouvindo e entendendo as demandas dos clientes”, acrescenta.

 

Três pilares estratégicos

 

A HPE acredita que os ambientes tradicionais de TI não vão mudar, pelo contrário, continuarão existindo e demandarão tecnologias capazes de fazer funcionar em harmonia antigas tecnologias com as disruptivas. Para isso, a infraestrutura precisa contar com recursos fluidos, tanto em computação quanto em armazenamento em que as aplicações lideram as redes, demandando uma camada de gestão que compõe e recompõe recursos.

 

O segundo pilar é a inteligência definida por software, ou seja, a infraestrutura precisa ser capaz de detectar demandas de gerenciamento e responder a isso. O terceiro pilar é o uso da TI unificada, um padrão de comunicação da indústria em que uma única linha de código de programação recompõe automaticamente os recursos. “É uma inteligência artificial dentro da plataforma”, explica o executivo.

 

A solução HPE Synergy contempla esses pilares e está preparada para suportar as infraestruturas tradicionais das organizações. A ideia é comum no mundo da TI, ofertar uma tecnologia em que o CIO não precise de desfazer do investimento em legados, suportando a integração de sistemas tradicionais com computação em nuvem.

 

A plataforma é um grande guarda-chuva, em que o CIO consegue integrar todos os ambientes e tecnologias. É um projeto que envolveu centenas de engenheiros da HPE, inclusive no centro de P&D no Brasil. A tecnologia já está disponível e alguns clientes estão usando. Em todo mundo, a HPE comercializou 600 plataformas Synergy.

 

Localmente, o foco está em clientes de grande e médio porte em verticais pioneiras em inovação como Finanças e Telecomunicações, além de Seguros e Manufatura. “Estamos usando todas as estratégicas comerciais, tanto venda direta quanto por meio de parceiros. E pela demanda por apresentações que recebemos semanalmente, a HPE Synergy deverá ser a plataforma que vai impulsionar os nossos negócios no Brasil”, finaliza o diretor.

 

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