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“Dados representam o novo petróleo”

Para o diretor-geral da Intel Brasil, Maurício Ruiz, os dados crescem exponencialmente nos dias de hoje. “O grande diferencial é que agora temos tecnologia para processar tudo isso”, destaca

Por: Léia Machado, ⌚ 27/11/2017 às 16h22 - Atualizado em 27/11/2017 às 16h22

Pesquisas apontam um momento de mudança global, em todos os modelos de negócio, diante da fusão do mundo tradicional com o digital. 70% dos CEOs das 2000 maiores empresas do mundo concentrarão suas estratégias na transformação digital até o final desse ano, 50% da força de trabalho será representada pelos milennials em três anos, além disso, 140 milhões de empregos serão impactados pela robótica cognitiva até 2025.

 

Na visão da Intel, essa transformação tem grandes impactos nos negócios, mas está em fase embrionária, o que reflete em um mar de oportunidades para o avanço tecnológico. Esse movimento desafiou, inclusive, o modelo de negócio da própria Intel, que baseou sua estratégia em áreas que vão além do processamento, como data center, internet das coisas, memória e inteligência artificial.

 

“Esse início de mudança nos impulsiona para frente, não dá pra ficar parado, mas também não podemos nos desesperar. O ideal é transformar aos poucos tendo em mente que teremos uma combinação do sistema físico com digital e biológico”, pontua o diretor-geral da Intel Brasil, Maurício Ruiz, durante o Press Summit, realizado hoje, 27, em São Paulo.

 

Na visão do executivo, outro ponto importante que as organizações precisam se atentar é em relação ao dado. Para ele, os dados são o novo petróleo e a tendência é de crescimento constante nesse setor. No segmento de saúde, por exemplo, a tendência é que um hospital conectado gere 3 mil gigabytes de dados por dia, um carro autônomo pode gerar 4 terabytes e uma fábrica conectada 1 petabyte.

 

“O grande diferencial é que hoje temos tecnologia para processar essa montanha de dados, capaz de gerar insights importantes para os negócios. Estamos vivendo uma incrível evolução no qual a separação entre o digital e o físico está ruindo, computação é realmente móvel e onipresente. Tudo é inteligente e conectado”, acrescenta Ruiz.

 

Novas possibilidades

 

E a Intel está acompanhando esse ritmo de mudança ampliando a atuação, mirando não apenas no mercado de PCs, estimado em US$ 60 bilhões até 2021, mas também no segmento de data center, mobilidade, internet das coisas e computação em memória. Juntas, essas áreas representam um valor de US$ 250 bilhões, um montante que instigou a gigante de tecnologia a mergulhar de cabeça em novas possibilidades.

 

“Seguimos com a proposta de prover a tecnologia para um cliente desenvolver uma solução e entregar o produto para o cliente final. Nossa colaboração é intensa tanto na parte de engenharia quanto em modelo de negócio”, pontua o executivo.

 

Para isso, a companhia está focada em parcerias com diversas empresas services providers a fim de ampliar a presença em data centers inteligentes, com recursos robustos de processamento de dados e em memória. Além de fomentar o ecossistema local de internet das coisas em áreas estratégicas (Cidades Inteligentes, Saúde, Indústria e Agronegócios), em parceria com o Plano Nacional de IoT.

 

Carros autônomos, inteligência artificial, realidade virtual e conectividade em 5G também fazem parte dessa estratégia. “O 4G esteve para smartphone assim como o 5G está para IoT, é fundamental contarmos com esse avanço no Brasil para construirmos boas experiências em internet das coisas. E estamos caminhando junto com as autoridades para desenvolvermos o melhor modelo que atenda as demandas do País”, completa.

 

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