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“Dado é o que define a IBM”

Durante almoço com a imprensa, o presidente da companhia no Brasil, Marcelo Porto, destaca que a gigante de TI quer ajudar os clientes a ter mais controle do dado, além de aplicar uma camada extra de inteligência cognitiva em tudo isso, é claro

Por: Graça Sermoud e Léia Machado, ⌚ 22/11/2017 às 16h39 - Atualizado em 22/11/2017 às 16h39

Já dizia o VP de Pesquisas e Analista Emérito do Gartner, Donald Feinberg: “Finalmente as empresas entenderam que o dado é o centro de tudo”. O presidente da IBM Brasil, Marcelo Porto, fez uma afirmação parecida hoje, 22, durante almoço com a imprensa, em São Paulo. “Se existe uma palavra que define a IBM, essa palavra é dado”. Para o líder da IBM, esse é o maior desafio hoje, não só da IBM mas de todas as empresas no mundo.” Segundo ele, 80% dos dados estão dentro das organizações e são eles que farão a diferença nos negócios, desde que sejam tratados com controle e transparência. “Dentro da IBM, a palavra controle vem primeiro que crescimento. Por isso bato na tecla de que uma empresa se dá bem quando ela tem ética e é transparente para o mercado e os clientes”, pontua Porto.

 

E esse dado precisa ser seguro, inteligente e estar na nuvem. “Aquele dado que faz a diferença para o negócio, a empresa tem que identificar e proteger”, enfatizou Porto. Para a IBM, o dado está sustentado nos três pilares estratégicos da companhia: cloud computing, com todo o portfólio em SaaS; inteligência artificial, com amplos investimentos em computação cognitiva junto ao Watson; e Segurança Cibernética. Nesse quesito, Marcelo Porto reforçou a importância da segurança na estratégia da IBM para o próximo ano. Essa expectativa está baseada não só nos produtos de segurança que a IBM oferece e que já estāo se beneficiando da inteligência cognitiva como uma provável nova geração de soluções advinda dos recursos do Watson for Cibersecurtiy.

 

Um ano bom 
 

No geral, 2017 foi um bom ano para a gigante de tecnologia, mesmo diante de um cenário adverso na política e economia do País. O ano em que a companhia completa 100 anos no Brasil trouxe muitos projetos em desenvolvimento, seja em internet das coisas, blockchain ou analytics. Desde a abertura do espaço de inovação em São Paulo, o Garage 11.57 – criado para acelerar a entrega de projetos de transformação digital de clientes IBM, a companhia registrou importantes avanços com APIs abertas e hackathons que trouxeram diversas possibilidades de negócio.

 

“Avançamos com cases importantes junto ao Bradesco, que ampliou o uso do Watson para os clientes; com o Grupo Fleury e o projeto Genoma usando inteligência cognitiva em análises e diagnósticos de doenças como o câncer; com a Volkswagen em que o modelo Virtus terá um manual cognitivo com uso do sistema de AI para auxiliar o motorista; e junto ao Saint Paul que desenvolveu uma plataforma de aprendizagem com recursos do Watson. Isso mostra que fizemos muito esse ano, mas ainda temos muito para avançar”, completa o presidente.

 

E esse esperado avanço está concentrado em três principais verticais como Agronegócio, Saúde e Educação. São indústrias que esbanjam oportunidades para os players de TI e têm uma carência enorme no quesito modernização. Aqui, os parceiros terão um papel fundamental na estratégia, seja para ofertar um portfólio mais tradicional ou para desenvolver uma camada extra de computação cognitiva com APIs abertas. “Nossas perspectivas para 2018 são boas, já temos uma atuação consolidada em verticais como Finanças, Varejo e Telecom. Agora, o plano de negócio está focado em ajudar outras verticais no processo de automação inteligente e transformação digital”, conclui Porto.

 

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