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Cloud pública ou privada, não é a questão

O dilema do cliente em optar por um dos modelos de computação em nuvem está sendo posto de lado pela Nutanix. Em sua conferência anual que acontece essa semana em Washington, a empresa enfatiza a independência de escolhas ao propor a multi-nuvem no próprio ambiente corporativo

Por: Graça Sermoud, ⌚ 30/06/2017 às 10h17 - Atualizado em 30/06/2017 às 10h17

Clientes Nutanix do mundo inteiro estão reunidos em Washington essa semana, durante o .Next2017, para buscar novas maneiras de construir seus modelos de nuvem. Nenhum deles questiona se cloud computing é o melhor caminho, mas todos estão tentando encontrar formas diferenciadas de implementar seus ambientes, principalmente com independência, conectividade e transparência.

 

Que cloud computing é um dos mais importantes recursos para promover a transformação digital todos sabem, mas a decisão sobre a melhor solução ainda é uma questão importante para os usuários. Um dos maiores dilemas se refere a escolha da nuvem pública, principalmente por questões relacionadas a controle e segurança dos dados. Para Andres Hurtado, VP Latin America da Nutanix, a proposta da organização é dar ao cliente a possibilidade de ter um modelo de nuvem pública dentro da sua própria arquitetura.

 

Ele admite que no início de sua operação a Nutanix enfrentou o desafio de trazer uma solução disruptiva e que muitas empresas não estavam preparadas para entender essa proposta. Hoje, Andres acredita que o mercado de cloud corporativa está mais maduro. Não só as grandes companhias, como também as pequenas e médias estão mais adeptas a adotar recursos que permitam levar suas aplicações críticas para a nuvem e com isso viabilizar a transformação dos negócios para o modelo digital.

 

Segundo Andres Hurtado, a adoção de cloud pelas empresas da região tem evoluído mais ou menos no mesmo passo das companhias de outros continentes. Hoje, a Nutanix conta com 254 clientes na América Latina. As mudanças econômicas e políticas na região acabam por influenciar um pouco o processo de adoção em alguns países, mas nada tão significativo que possa comprometer a evolução do modelo. Para o VP da Nutanix, a tendência em adotar a multi-nuvem virá principalmente de empresas e setores que estão adotando a jornada digital de forma mais veloz e disruptiva.

 

Apostando no Brasil

 

Assim como em todo o mundo, a atuação da Nutanix no Brasil acontece via canais. Em 2014 a empresa iniciou sua operação local e hoje já conta com dezenas de clientes, inclusive o Banco Itaú, um dos mais recentes negócios fechado pela organização. Mesmo sem detalhar o projeto da instituição financeira, Leonel Oliveira, Diretor no Brasil, avalia que instituições de todos os portes e segmentos no País estão adotando ou avaliando o modelo de computação corporativa e são prospects importantes para a Nutanix.

 

Para ele, o mais importante no modelo de atuação da Nutanix não é o número de canais, mas o compromisso que eles assumem com a companhia e o nível de fidelização. A venda via parceiros, segundo ele, se mostrou a melhor maneira da Nutanix se expandir no mercado mundial e atuar em todos os segmentos e portes de empresas. Leonel Oliveira acredita que o principal desafio da Nutanix no passado, se apresentar ao mercado e fazer com que seu modelo mais disruptivo fosse compreendido, está sendo totalmente superado.

 

Muitos clientes da região América Latina, que participam do evento em Washington, admitiram que a escolha da Nutanix foi um desafio por ser uma empresa nova e com uma proposta bastante diferenciada. Muitos deles partiram para provas de conceito visando adotar a solução com um nível maior de segurança. Para a maioria, o benefício encontrado foi a possibilidade de suportar as novas demandas de negócio com uma plataforma mais flexível, ágil e segura.

 

Dagoberto Hernández, CIO do grupo mexicano Experiencias Xcaret, ficou muito impressionado quando conheceu o modelo de data center corporativo da empresa, que levaria à adoção da computação em nuvem internamente. A decisão foi adotar a novidade em um novo parque temático do grupo. O resultado foi tão positivo, que a empresa está expandindo a plataforma por toda a companhia. A intenção é que a solução suporte a grande transformação do modelo de negócios do grupo, em que a oferta do serviço será totalmente integrada, unindo a escolha dos parques, hotéis e translados em um só clique.

 

Para Thiago Franco, Diretor de TI do Tribunal de Justiça do Amazonas, adotar o Nutanix em 2014, ainda mais na área de Governo, também foi uma aposta alta. A fornecedora tinha cases no Brasil, segundo ele. Sendo assim, o Tribunal partiu para a implementação de uma prova de conceito com o intuito de se sentir mais segura no processo de adoção. Ao final, segundo Thiago, o que mais chamou a atenção na arquitetura Nutanix foi a performance e a estabilidade apresentada pela infraestrutura, sem falar no custo-benefício.

 

Graça Sermoud viajou para Washington a convite da Nutanix

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