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CEO da TIM pontua desafios das Telcos em serem digitais

Stefano de Angelis destacou que o modelo de negócio tradicional da indústria de Telecomunicações em todo mundo está sendo colocado em xeque e reitera que a saída é explorar tecnologias emergentes

Por: Alexandre Finelli, ⌚ 04/10/2017 às 19h37 - Atualizado em 04/10/2017 às 19h41

Stefano de Angelis, CEO da TIM, foi um dos keynote speakers de hoje (04) na Futurecom, evento de TIC que acontece nesta semana em São Paulo. Durante sua apresentação, o executivo traçou um panorama global da indústria de Telco e afirmou que a saída é se apoiar em serviços que exploram tecnologias emergentes.

 

Inicialmente o executivo afirmou que as Telcos enfrentam hoje uma grande pressão na margem de lucro, considerando que a indústria perde receita ao mesmo tempo que ocorre maior uso da rede. Esse desafio demanda mais investimento em infraestrutura. Não é novidade que o mercado tradicional vem sendo substituído pelo modelo de OTT.

 

Existe ainda, segundo o CEO, um desajuste muito grande em relação ao que ele chama de “desequilíbrio das obrigações”. A Telco pertence a um mercado extremamente regulado cuja taxa de falha deve ser próxima a zero. Soma-se a isso o fato de muitas pessoas não compreenderem exatamente o que é de responsabilidade de uma operadora ou de uma prestadora de serviços digitais. “Por exemplo, da última vez que o aplicativo de mensagens instantâneas saiu do ar, foram milhões de chamadas xingando as operadoras”, explicou, afirmando que nesse caso o problema não era das operadoras.

 

Inovação

 

O desafio em inovar nessa indústria foi outro ponto destacado pelo executivo da TIM. Ele disse que o tempo das operadoras não é o mesmo das OTTs graças à complexidade que existe especialmente em relação ao investimento em infraestrutura. Mesmo assim, apesar de todo o esforço, a satisfação do usuário é sempre um dos pontos mais dolorosos, já que o setor está entre os menos satisfatórios para os clientes.

 

Mas qual deve ser a saída para as Telcos, então, diante desse cenário? Para o CEO da TIM, elas precisam buscar oportunidades em um modelo de negócio de Provedores de Serviços Digitais explorando as tecnologias emergentes. No entanto, ss empresas precisam fazer bem feito o básico/tradicional (Voz e Dados) e só então avançar com novas ofertas (TI e Cloud, Inteligência Artificial, Segurança, IoT, Big Data Analytics).

 

“É do básico que vem os investimentos e permite evoluir no mundo dos serviços digitais. É preciso entregar ótima performance para ter um papel relevante nesse novo modelo de negócio”, disse de Angelis. Se estamos preparados? “Sim, temos um ecossistema pronto para receber essa transformação digital”, afirma, considerando a alta penetração de smartphones e o uso das mídias sociais no Brasil quando comparados com o resto do mundo.

 

Para explorar todo esse potencial, o CEO da TIM aposta em alguns pilares que envolvem aculturamento da empresa (para entregar resultado e qualidade de serviço é fundamental incorporar o senso de “dono” entre colaboradores), ofertas de voz com combo de serviços digitais, inovação por meio de parcerias com startups e evoluir para entregar melhor experiência para clientes.

 

Além disso, Stefano de Angelis compartilhou os objetivos da TIM para este ano (manter a liderança de cobertura 4G, novo portfólio pré-pago segmentado, novos combos para pós-pago, vendas e atendimento digitais, experiência do cliente focada em qualidade) e a partir de 2018 (expansão do 4G em 700mhz, oferta baseada nas interações do cliente, ultra banda larga residencial através da rede 4G, abordagem de canal integrada para vendas e atendimento, expansão dos canais digitais e ser a operadora mais flexível para liderar as evoluções do mercado).

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