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Brasileiros são mais otimistas com a relação homem-máquina

Estudo da Vanson Bourne, encomendado pela Dell Technologies, aponta que 88% dos C-Levels brasileiros (contra 82% ao redor do mundo) esperam que suas equipes trabalhem integradas com as máquinas, como uma equipe única, nos próximos cinco anos

Por: Léia Machado, ⌚ 23/02/2018 às 15h43 - Atualizado em 23/02/2018 às 15h43

As pessoas têm opiniões diferentes quando assistam aos filmes de ficção científica com aprofundamento na relação homem-máquina. Ao mesmo tempo em que muitos anseiam para que isso se torne uma realidade nas nossas vidas, outros já olham essa relação de forma mais pessimista.

 

O fato é que já saímos da era em que a inteligência aplicada nas máquinas estava apenas em filmes e séries. Hoje, muitas empresas investem pesado para conquistar um patamar elevado de automação com uma dose extra de colaboração das máquinas, tendência que veio pra ficar e está amadurecendo rapidamente devido ao avanço tecnológico.

 

Para entender melhor essa aceitação no mundo dos negócios, a Dell Technologies encomendou um estudo global para a Vanson Bourne. Batizado de “Projetando 2030: uma visão dividida do futuro”, o levantamento entrevistou 3.800 líderes de negócios de médias e grandes corporações em 17 países, incluindo o Brasil, e tem como objetivo entender o impacto dessa parceria nas empresas e como os C-Levels estão preparados para um futuro cada vez mais próximo.

 

Nova era de relacionamento

 

De maneira geral, os brasileiros são mais otimistas em ter uma relação harmoniosa com as máquinas se comparados com os norte-americanos e europeus. Isso porque no Brasil, como temos escassez de infraestrutura e automação, delegar processos mais operacionais às máquinas e deixar com que o profissional atue de forma mais estratégica é algo que pode impactar muito positivamente, diferente de países mais desenvolvidos que já têm alto nível de automação.

 

62% dos brasileiros esperam mais satisfação no trabalho ao delegar à máquina tarefas operacionais, contra 42% do restante do mundo. 88% dos respondentes brasileiros – contra 82% ao redor do mundo – dizem que suas equipes devem trabalhar integradas com as máquinas, como um único time, nos próximos cinco anos.

 

Além disso, 65% dos entrevistados no Brasil, e 50% globalmente, projetam que os sistemas automatizados representarão uma economia de tempo. Apesar disso, os dados globais apontam que a maioria dos profissionais (58%) não acredita que terão mais satisfação no trabalho quando, no futuro, puderem delegar tarefas para as máquinas.

 

Ao mesmo tempo, apesar de a maior parte dos executivos concordar que a integração homem-máquina é inevitável, somente 27% dos entrevistados no mundo, e 33% no Brasil, acreditam que a abordagem digital está estabelecida em tudo o que fazem. E 42% dos executivos no mundo, e 29% no país, afirmam não saber se estarão preparados para a concorrência ao longo da próxima década.

 

Barreiras culturais

 

Quando questionados sobre as principais barreiras para terem sucesso até 2030, o maior desafio, citado por 59% dos executivos brasileiros, é a falta de preparo das equipes. 89% dos líderes brasileiros estão lutando para acompanhar o ritmo de mudanças e o impacto dessa nova relação homem-máquina. No campo da cultura digital, 94% estão remando contra a maré para torar o negócio cada vez mais digital até 2030.

 

Além disso, 29% não sabem se eles serão capazes de competir na próxima década. Somado a isso, 50% admitem que têm medidas de segurança cibernética ineficazes e 65% acreditam que suas equipes não estão suficientemente preparadas para isso.

 

Falta de preparo da força de trabalho: 59% (Brasil) e 61% (Mundo); ausência de estratégia e visão digital: 55% (Brasil) e 61% (Mundo); e restrições de tempo e dinheiro: 44% (Brasil) e 37% (Mundo), também foram itens que desafiam os líderes nessa cultura digital.

 

“Temos um cenário muito promissor de avanço da tecnologia nos negócios, mas, de fato, a barreira cultural que o Brasil enfrenta ainda é grande, principalmente em empresas familiares e na transição de gerações”, aponta Luis Gonçalves, VP Sênior e gerente-geral da Dell EMC Brasil Commercial. “O CIO não precisa ter grandes ideias, ele não pode é parar de evoluir. Todos estão cientes de que precisam mudar e acompanhar as disrupturas do mercado”, destaca.

 

Segundo o executivo, a tendência é que a alta gestão entenda melhor daqui frente o papel do CIO e a relevância da TI para essa mudança nos negócios. “Tudo está sendo digitalizado e talvez isso ainda não esteja claro para o CEO de que a TI tem um papel estratégico nessa transformação. Conforme os aspectos de segurança e continuidade de negócio vão impactando a empresa, a diretoria vai mudando esse pensamento”, acrescenta Gonçalves.

 

O papel da tecnologia

 

Nesse cenário, a Dell Technologies se posiciona como o player capaz de ajudar C-Levels nessa jornada de modernização. Internet das coisas, cloud híbrida e infraestrutura convergente são as tendências destacadas por Luis Gonçalves que mais impactarão os negócios.

 

Como 2017 foi um ano bom pra Dell Technologies, de acordo com o executivo, mesmo diante dos desafios de integração com a EMC e ano complexo na macroeconomia brasileira, esse ano segue com boas expectativas diante das demandas de modernização de verticais como Indústria, Agronegócios, Mineração e Serviços.

 

“O discurso que falamos para nossos clientes é que a infraestrutura de TI deve estar preparada para habilitar a transformação digital, que vem com forte apelo para a relação homem-máquina. Estamos com nossas operações consolidadas para ajuda-los nessa caminhada, pagamos US$ 10 bilhões de dívidas no processo de aquisição da EMC e enxergamos uma retomada muito forte de crescimento da tecnologia no Brasil”, finaliza.

 

 

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