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Brasil é um dos grandes consumidores digitais do mundo

Estudo da Mckinsey sobre economia digital brasileira revela que o brasileiro é o segundo maior usuário de redes sociais e a média de permanência no celular é de aproximadamente nove horas por dia

Por: Redação, ⌚ 12/04/2019 às 14h59 - Atualizado em 12/04/2019 às 14h59

A McKinsey divulgou um abrangente relatório de 191 páginas sobre a economia digital brasileira, incluindo indicadores macroeconômicos, tendências da Internet, fatos sobre investimentos e dados sobre o panorama geral de empreendedorismo e inovação. O relatório foi desenvolvido em colaboração com o Brasil no Vale do Silício, um movimento liderado por estudantes que teve início na Universidade de Stanford e cuja missão é melhorar a competitividade e a relevância global do Brasil por meio de tecnologia e inovação.

 

“O Brasil está em um ponto de inflexão econômica com o crescimento do PIB, maior confiança do consumidor e da indústria, menor risco do país, forte desempenho dos mercados de capitais e tendências digitais altamente encorajadoras”, disse Nicola Calicchio, sócio da McKinsey. “Enquanto o ecossistema de startups está mostrando fortes sinais de crescimento saudável, o país ainda não cumpriu sua promessa no cenário global devido a lacunas significativas na produtividade e na infraestrutura pró-negócios”.

 

A economia brasileira está melhorando novamente, com o crescimento real do PIB projetado em 2,7% em 2020, comparado a -3,6% em 2015, 1,1% em 2017 e 1,2% em 2018. Taxas de juros e inflação, bem como risco país criaram ambiente de investimento. No entanto, o Brasil só registrou ganhos de produtividade de 1,3% ao ano desde 1990 (contra 5% para a Índia e 8,8% para a China).

 

Mais de 2/3 dos brasileiros têm smartphones e gastam em média 9 horas conectados à Internet todos os dias (contra 6 horas nos EUA), um dos mais altos do mundo. No entanto, as velocidades da Internet a 13 Mbps ainda são muito inferiores às economias desenvolvidas e atrás da média global de 31 Mbps.

 

Por número de usuários, o Brasil ocupa o segundo lugar no ranking mundial para o WhatsApp, o segundo para o Instagram, o terceiro para o Facebook, o terceiro para o LinkedIn, o segundo para o Pinterest e o segundo para o Waze. No entanto, o e-commerce ainda está atrasado em relação às nações mais desenvolvidas, com 6% do total de vendas no varejo (comparado a 20% para a China e 12% para os EUA).

 

O ecossistema global de startups do Brasil está crescendo em um ritmo acelerado, com mais de 10.000 startups – 46% das quais com menos de dois anos de idade – e 30.000 empregos. Os investimentos em capital de risco no Brasil somaram US $ 1,3 bilhão em 2018 (contra US $ 859 milhões em 2017) e representam 66% de todos os investimentos na América Latina. A partir de 2018, existem oito startups com status de unicórnio de US $ 1 bilhão (comparado a 13 na Índia e 92 na China). No entanto, o Brasil ainda ocupa a 109ª posição em facilidade de fazer negócios globalmente – por exemplo, leva em média 79 dias para abrir uma empresa (contra metade de um dia no Reino Unido).

 

Mais da metade da população são usuários ativos de serviços bancários on-line, e 58% de todas as transações bancárias estão on-line. Existem mais de 400 startups de tecnologia financeira, e mais de 7 milhões de clientes abriram contas em bancos apenas digitais. No entanto, comparado aos países desenvolvidos, o Brasil ainda tem baixa penetração de quase todos os produtos financeiros.

 

O sistema de saúde brasileiro ainda não atende aos padrões da OMS, embora a mortalidade e outras métricas tenham melhorado significativamente. O Brasil ainda está em áreas como registros eletrônicos, com apenas 23% das unidades de saúde usando prontuários eletrônicos e 45% ainda totalmente em papel. Cerca de 300 startups brasileiras já enfrentaram o desafio e estão impulsionando a agenda de inovação digital no setor de saúde.

 

Apesar do recente número recorde de diplomados do ensino médio e superior, menos de 40% da população brasileira completou o ensino médio e mais de 10% são analfabetos. Mais de 250 startups em educação digital estão tentando alcançar escala dentro e fora das salas de aula – as empresas de educação a distância estão liderando o caminho, com 25% de todas as aplicações para o ensino superior.

 

O relatório é uma compilação curada de informações públicas e dados proprietários selecionados da McKinsey. Queremos revisá-lo anualmente com novos dados para contar a história contínua da evolução digital e da inovação do Brasil.

 

O Relatório Digital Brasil pode ser baixado aqui.

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