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“5G trará a Gigabit Society”, afirma VP da Qualcomm

Segundo Rafael Steinhauser, velocidades acima de 1 Gbps e latência de 1 milissegundo trazem avanços muito mais tangíveis em diversos setores de negócios; estudo avaliou que a maioria das pessoas e empresas ainda não têm grande conhecimento sobre a tecnologia 5G, porém aguardam suas aplicações e resultados práticos

Por: Jackson Hoepers, ⌚ 13/12/2017 às 15h04 - Atualizado em 13/12/2017 às 15h51

IoT Industrial, dispositivos de Saúde, Smart Grids… a lista é extensa e seguirá crescendo exponencialmente nos próximos anos. Segundo a IDC, até 2020, os gastos com Internet das Coisas chegarão a US$ 1,29 trilhão, num ritmo de crescimento de 15,6% ao ano.

 

“Para suportar esse crescimento e viabilizar projetos inovadores, estamos investindo em viabilizar velocidades acima de 1 Gbps e latência de até 1 milissegundo”, afirma Rafael Steinhauser, VP Sênior da Qualcomm e presidente da Qualcomm América Latina, durante encontro com imprensa hoje, 13, em São Paulo.

 

Segundo ele, esse cenário habilitará a chamada “Gigabit Society”, onde dispositivos terão conexões de banda larga sem fio e estabilidade similar a infraestrutura cabeada.

 

“Com essa estrutura, será possível abandonar os fios e rodar serviços de missão crítica através de conexão móvel, como bolsa de valores e operações no campo de Saúde”, completa Steinhauser.

 

A Qualcomm apresentou dados, em estudo conjunto com a IDC, onde avaliou que a maioria das pessoas e empresas ainda não têm grande conhecimento sobre a tecnologia 5G, porém aguardam suas aplicações e resultados práticos. No caso das empresas, as grandes expectativas são sobre a redução de custos, aumento da eficiência operacional e melhoria da competitividade.

 

Atualização

 

De acordo com o Steinhauser, mais de 20 operadoras de telefonia já se comprometeram a lançar redes Cat-M1 e/ou Cat-NB1, que irão permitir a aplicação de dispositivos com menor exigência de velocidade de conexão (até 1 Mbps na M1 e 30 Kbps na NB1), promovendo a redução de custos de implantação e escalabilidade.

 

Além disso, o novo 5G, chamado de mmWave, deverá operar na frequência de 20 Ghz a 40 Ghz, uma vez que parte do espectro de frequências ainda é ocupado pelas redes 2G e 3G.

 

Aplicação e benefícios

 

“Com a vinda dos veículos conectados e autônomos, precisamos garantir a confiabilidade e segurança desses dispositivos. Para isso, trabalhamos no Cellular V2X”, comenta o executivo.

 

A tecnologia tem o propósito de intercomunicar os veículos com todos os elementos que o cercam, como outros veículos, mobiliário urbano e pedestres. Além disso, permitirá a telemetria dos carros, entretenimento e segurança no trânsito.

 

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